ANO NOVO
“Temos muito a fazer em 2018”, diz governadora Suely Campos
Chefe do Executivo estadual também criticou a divisão do bolo orçamentário e disse que o Estado não tem como crescer se isso não mudar
Por Folha Web
Em 03/01/2018 às 01:35
À Folha, a governadora Suely Campos disse que colocou Roraima nos trilhos (Foto: Secom-RR)
Em entrevista exclusiva à Folha, a governadora Suely Campos (PP) fez uma avaliação de sua gestão, investimentos, estruturas e disse estar otimista para 2018. “Sou otimista em relação ao meu Estado. Apesar de tudo, temos avançado em todas as políticas públicas. Avançamos em educação, saúde, logística, estradas e pontes e apesar de ser um ano muito difícil, considero que, em 2017, nós colhemos os frutos do nosso trabalho plantado em 2015 e 2016”, disse.

Suely lembrou ainda que, o Estado tem uma taxa de desemprego considerada a menor do país. “Além disso, aumentamos nosso PIB e consideramos que o agronegócio seja o grande potencial para desenvolver nosso Estado. O setor agrícola ganhou um foco maior durante minha gestão, em especial o setor produtivo. Ficamos livres da aftosa e estamos licenciando mais rapidamente nossos produtores. Então, estamos viabilizando o setor produtivo, aumentando a nossa capacidade de produção, que vai trazer a agroindústria e, com isso, gerar mais emprego e renda. Temos muito a fazer em 2018”, frisou.

TERRAS - Entre os destaques na avaliação de seu governo, a gestora destacou a atuação do Instituto de Terras e Colonização (Iteraima). Segundo ela, o instituto é referência para a Amazônia Legal. “Muitos procedimentos nossos estão sendo copiados, políticas que estão dando certo na questão fundiária. É um trabalho que nossos técnicos estão fazendo e que tem que ser ressaltado. Em relação a matriz econômica, nosso Estado precisa crescer em relação ao setor produtivo, às terras, e já estamos resolvendo isso. Agora é deslanchar e avançar no investimento a esse setor”, disse.

“Conseguimos finalmente atuar na regularização fundiária das terras e nós começamos a expedir os títulos aos pequenos produtores. As terras sem o título geravam uma insegurança jurídica, porque ninguém queria vir e investir no nosso Estado”, afirmou.

SERVIDORES PÚBLICOS - A governadora falou ainda sobre a crise e a forma como o colapso econômico atingiu as finanças do Estado. Segundo ela, por conta das dificuldades financeiras, o calendário de pagamento dos servidores teve que ser refeito. “Refizemos calendário e vamos pagar o salário a cada dia 10”, reforçou.

EDUCAÇÃO - Entre os projetos destacados por Suely Campos na área da Educação, está o de implantar tecnologia nas escolas. “Foi um compromisso meu de campanha e nós estamos com três escolas com tecnologia implantada, onde o aluno pode estudar antes das aulas e depois acessar de casa o conteúdo educacional, tendo acesso online a todas as matérias do conteúdo programático. Paralelo a isso estamos reformando e revitalizando as escolas que também estão sendo militarizadas”, citou.

Sobre a militarização, Suely afirmou que a parceria com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros deu muito certo. “Tínhamos muitas dificuldades com a disciplina nas escolas e com as drogas cercando as escolas. Com a militarização, nós conseguimos conter isso e hoje nossos alunos têm um aprendizado maior e uma produtividade maior, resolvendo o problema de disciplina nas escolas”, enfatizou.
Em relação aos professores, a governadora afirmou que eles estão enquadrados com o melhor salário do país.

SEGURANÇA - Segundo Suely Campos, outro setor cujo avanço foi notável foi a segurança pública, que teve tanto Polícia Militar, quanto Polícia Civil e Corpo de Bombeiros totalmente equipados. “O Corpo de Bombeiros recebeu quase 30 viaturas, sendo dez de combate a incêndio e tanto a PM quanto a Polícia Civil foram equipados por nosso governo. Quando assumimos, as polícias estavam desacreditadas e sucateadas e agora recebem o investimento necessário. Nosso servidor tem tido suas promoções e está trabalhando com mais motivação. Temos crimes, mas a polícia pega os marginais. Nossas polícias ainda não estão como eu gostaria que estivessem, mas estão com mais estrutura do que quando chegamos ao governo”, frisou.

DÍVIDA - Sobre o endividamento do Estado, Suely Campos afirmou que está trabalhando na repactuação da dívida e que não tem como o Estado ir para frente pagando parcela de R$ 20 milhões por mês de empréstimo de governos anteriores. “Temos R$ 700 milhões de dívidas pagas só com empréstimo. Pagamos mais de R$ 1 bilhão de dívidas do governo anterior. Então é trabalhar e tentar melhorar a arrecadação da máquina e diminuir custos. Desde que cheguei, implantamos uma comissão para controlar os gastos do governo e já contingenciei 50% de gastos, pois temos cuidado de gastar apenas o necessário”, ressaltou.

DIVISÃO DO BOLO - Uma das queixas da governadora Suely Campos foi em relação ao orçamento dos poderes. Segundo ela, a maioria dos poderes está com orçamentos acima do que o Estado pode pagar. “Todos os poderes aumentaram seu orçamento de forma muito grande e isso tem impactado o funcionamento da máquina e nossas políticas de investimento. Se eu tenho um bolo e os outros ficam com a maior parte, consequentemente nós temos orçamento diminuído, mas continuamos com demandas de serviço, saúde, educação, social. Desse jeito, vamos ficar no vermelho. A saída para o Estado é diminuir a fatia para os poderes, para a Assembleia, para o Tribunal de Justiça, para que a gente possa ter condições de investimento. Se os poderes não diminuírem a fatia deles, fica difícil a governabilidade com esses recursos”, garantiu.

REELEIÇÃO - A governadora disse que é pré-candidata natural para a reeleição, mas que ainda não pensa em termos de campanha eleitoral. “Eu penso que tenho que trabalhar como estamos trabalhando, atendendo a expectativa da população. Temos um ano para terminar nossos projetos e aí vem o julgamento da população. Eu fui eleita na esteira do trabalho que Neudo Campos fez e quero ser reeleita na esteira do meu trabalho, pois mudamos muito este Estado e colocamos os trilhos no lugar”, concluiu.

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