DESENROLAR DO CASO

Candidata de concurso em Mucajaí nega ter tumultuado prova: 'não fui desequilibrada'

Jéssyca Rodrigues foi eliminada por interromper a prova três vezes

Provas serão objetivas e discursivas e ocorrerão no município de Pacaraima, com data prevista para o dia 8 de maio (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)
Provas serão objetivas e discursivas e ocorrerão no município de Pacaraima, com data prevista para o dia 8 de maio (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

Após denúncia de erros na prova objetiva do Concurso Público de Mucajaí, realizada no último domingo (14), Jéssyca Rodrigues relatou a situação ocorrida durante a aplicação do exame classificatório. Ela foi a candidata eliminada por interromper a prova três vezes e ter desrespeitado a coordenação, conforme resposta da banca realizadora, NTCS Consultoria e Seleções.

De acordo com Jéssyca, durante a prova, ela observou que havia um erro na distribuição das questões de português, com menor número do que o especificado no edital. Nessa situação, chamou a fiscal, informou o erro e pediu para fazer registro em ata, o que não foi realizado e ela recebeu orientação de realizar um recurso administrativo depois.

Em seguida, a candidata teria percebido um segundo erro no cartão resposta, que estava apagado. Novamente, chamou a fiscal, avisou sobre o problema e foi orientada a fazer um recurso administrativo.

“Quando terminei, perguntei a fiscal qual era o nome da coordenadora para que eu fizesse o recurso conforme ela disse. […] A fiscal voltou e confirmou o nome, falei obrigada e fiquei aguardando o horário para poder sair da prova às 17h15. Quando estava finalizando, veio a comitiva da coordenação e entrou na sala perguntando o que houve. […] Tentei explicar o mais baixo que conseguir, falando os erros que apontei, e ele falou que, como chamei a fiscal da sala 3 vezes, eu estava sendo eliminada”, disse Jéssyca.

A candidata ainda teria questionado, conforme relatou, aonde estava a informação de eliminação por quantidade de vezes ao chamar o fiscal de prova, que teria sido apresentado pelo chefe da coordenação com o edital.

“Expliquei para ele que chamei a fiscal pois tinha um erro na prova e queria registrar. Ele me explicou que esse tipo de procedimento não era feito através de uma ata e que se eu quisesse teria que entrar com recurso. Falei que era por isso que precisa do nome da coordenadora que me atendeu, pois eu não sabia, momento em que ela se alterou comigo, mostrando o crachá. O próprio chefe pediu para que ela se acalmasse, momento que ela continuou falando e ele precisou repetir outras vezes levantando a mão em sinal de parar”, relembra.

‘Estava indignada’

Jéssyca Rodrigues informou que, com a situação, ficou indignada porque sabia que seria prejudica pelos erros contidos na prova. “Não fui desequilibrada, estava indignada! A banca feriu meus direitos garantidos por lei e queriam que agisse como se nada tivesse acontecido?”, questionou.

Ele [chefe de coordenação] disse que daria ponto para todo mundo, que iria eliminar as 5 primeiras de atualidades e dar os 10 pontos de português para todos. Nesse momento eu realmente fiquei chateada. Demonstrou o tanto que os concurseiros de Roraima que estudam, abdicam do seu tempo com a família, do lazer, para estudar, pagando cursos, comprando simulados, estudando noite adentro e trabalhando no outro dia, são desrespeitados! A banca já tinha cometido um erro com outro concurso em Mucajaí, fez novamente.

completou a candidata.
Concurso Público do município irá preencher vagas em aberto para a Prefeitura de Mucajaí nos cargos de Fiscal Ambiental, Analista Ambiental e para a Guarda Civil Municipal (Foto: Nilzete Franco/FolhaBV)

Resposta da NTCS

Em resposta anterior, a banca NTCS Consultoria e Seleções informou que a candidata causou tumulto na aplicação da prova e “oferecer ameaça a fiscal da sala”. Sobre os erros denunciados, negou a existência e, que “caso haja a conformação do erro de digitação”, os candidatos podem apresentar recurso. 

“A candidata em questão foi eliminada do certame por causar tumultos, desrespeitando a coordenação (local da escola), e oferecer ameaça a fiscal da sala. Havendo três interrupções do processo ao longo do certame, conforme relatos em ata. Segundo a própria candidata atendida, estava visualmente descontrolada, que segundo os seus relatos ‘por motivos de seu ciclo menstrual’. Entretanto, não podemos permitir que um candidato atrapalhe a condução dos trabalhos de todos os demais nas salas dos locais de provas, e neste caso, causando a sua própria eliminação”, explicou.