Por Parabólica
Em 25/01/2018

Bom dia,

Pronto, os três desembargadores do Tribunal Regional Federal (TRF), da 4ª Região, decidiram manter a condenação do ex-presidente Lula da Silva (PT) feita pelo juiz Sérgio Moro. E ainda aumentaram sua pena para mais de 12 anos de prisão, em vez dos nove anos e pouco que lhe havia sido imposta pelo juiz de Primeiro Grau. Mais que a simples condenação, quem assistiu ao julgamento – transmitido ao vivo para todo o Brasil – viu a dureza e contundência, utilizadas pelos três magistrados quando proferiram seus votos.

Como dissemos ontem, daqui da Parabólica, os brasileiros e brasileiras de bem vão acordar hoje mais otimistas quanto a um futuro melhor para nossa pátria. Longe de querer tripudiar sobre Lula da Silva, enquanto pessoa humana, pai e avô, o que conta é a esperança de que esta decisão possa contaminar o resto da Justiça brasileira, especialmente, o Supremo Tribunal Federal (STF) para tirar do escaninho do esquecimento dezenas de processos que tramitam lá, para enfim, mandar para a cadeia senadores, deputados e ministros que cometeram crimes, de mesma monta, ou quem sabe, muito maiores que o ex-presidente.

Sim, não faz sentido que se condene apenas Lula da Silva, que de qualquer modo é um líder popular e tem um trabalho feito em prol da construção de país mais justo, embora não queiramos aqui esquecer seus equívocos e os crimes por ele praticados. É salutar que ele seja condenado, mesmo que seja por causa de um apartamento – apenas de classe média –, que ele sequer chegou a ocupar, tudo indica, por causa do avanço da operação Lava Jato. Lula, tal qual o ex-eletricista naval polonês, Lech Walesa, ex-presidente da Polônia, se encantou com as delícias do poder.

De qualquer forma, tem gente que já deveria estar na cadeia, até porque não tem nada que lhe abone a biografia, e que continua impune. Quase todos eles são proprietários de suntuosas mansões – um deles já comprou, com o salário de parlamentar, mais de cinco mansões – e tem um patrimônio multimilionário, em nome de familiares e laranjas. Esses estão protegidos pelo famigerado privilégio de foro e continuam roubando dinheiro público na cara da sofrida população brasileira.

PORTUGUÊS
O desembargador federal Victor Luiz dos Santos Laus, que presidiu a sessão da 8ª Turma, que manteve a condenação de Lula da Silva no Tribunal Federal Regional (TRF), da 4ª Região, deu uma aula que deveria servir de lição para todo o Judiciário brasileiro. Ao ler seu voto, muito técnico, como costuma ser tudo o que escrevem os magistrados brasileiros, ele criticou o “juridiquês”, e procurava usar palavras e exemplo simples, que facilitasse o entendimento dos que estavam ouvindo, a maioria sem conhecimento específico de direito. Quase sempre essas decisões judiciais vêm escritas numa linguagem que só servem para impedir que a população leiga entenda o que elas estão dizendo.

CINISMO 1
Ontem, em entrevista dada, à tarde, ao programa Bastidores do Poder, da Rádio Bandeirantes, que é retransmitido aqui pela Rádio Folha, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), em profundo estado de alegria, disse que a condenação de Lula da Silva iria prejudicar as candidaturas de todos os petistas, em todo o Brasil, e em todos os níveis, estariam seriamente comprometidas. Doria concitou a população a ir para as ruas comemorar, afirmando que a partir de agora teríamos um novo Brasil.

CINISMO 2
Na mesma entrevista, ao falar do cenário eleitoral, que se forma agora com a condenação de Lula da Silva, João Doria falou com entusiasmo da candidatura de Geraldo Alckmin, seu companheiro de partido, que representará o centro, no espectro ideológico, na disputa pela presidência da República. Disse que Alckmin deverá ter o apoio, dentre outros partidos, do PMDB. E ele ainda falou em construir um novo país, mesmo tendo um partido, o PMDB, recheado por gente acusada de corrupção, talvez em maior nível de infestação que o PT de Lula. É muito cinismo.

RECOMEÇO
E a poderosa Fundação Nacional do Índio (FUNAI), que não dá satisfação a ninguém que não seja do aparato ambientalista/indigenista, resolveu divulgar um relatório de atividades. Nele, se fica sabendo que o presidente da autarquia general Franklimberg de Freitas vai ter mais uma rodada de conversa com os índios Wamiri-Atroari a cerca da construção do Linhão de Tucuruí, no próximo dia 29 de janeiro (próxima segunda-feira). A última reunião sobre isso foi realizada em setembro de 2017, sem que se saiba rigorosamente o que foi discutido. Quem achar que é possível estabelecer um prazo para que se tenha alguma definição sobre o caso, é bom esperar sentado.

TRANSFERÊNCIA
Fontes da Parabólica dizem que é preciso ver com cautela a informação dando conta de que a Casa Civil da Presidência da República estuda trazer aviões da Força Aérea Brasileira (FAB), para levar venezuelanos para outros estados, que possam eles abrigar. Na verdade, muita gente lembra daquela patuscada ocorrida meses atrás, na mesma Casa Civil, onde o governo federal ficou de mandar dinheiro para a Prefeitura de Boa Vista distribuir “aluguel social” para os venezuelanos, naquele tempo em número bem menor. Todo mundo percebeu que aquilo era apenas uma decisão politiqueira do governo federal para prestigiar, mesmo com o sofrimento de seres humanos, seus aliados políticos em Roraima. E não se falou nisso.

Parabólica
parabolica@folhabv.com.br
SANTOS disse: Em 25/01/2018 às 11:01:26

"RECOMEÇO ? A FUNAI, de há muito deixou de cumprir suas reais finalidade para tornar-se uma ?banquinha? de terceira categoria protetora de ONGs internacionais que cometem os mais absurdos crimes em todo o Bioma Amazônico sob as ?vistas grossas? daquele órgão que já não merece o status de autarquia federal. O Ministério da Justiça deveria extinguí-la ou rebaixá-la a Departamento ASPONE (Assessoria de Porcaria Nenhuma). - Ao mesmo tempo, essa questão do Linhão de Tucuruí já deveria ter sido confiada ao Exército Brasileiro e, com certeza, essa pendenga já teria sido resolvida colocando essas falsas lideranças indígenas em seus devidos lugares, extinguindo essas descabidas exigências que tanto prejudicam o Estado e a sociedade Roraimense. - Às justas reivindicações, o diálogo. À ganância e sofismas, o relho. "

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