
O uso intenso das redes sociais tem transformado não apenas os hábitos de consumo, mas também a forma como os jovens percebem a própria vida financeira, com impactos diretos na saúde mental. A pressão por ostentação, comparações constantes e a influência de digital influencers estimulam gastos impulsivos e criam ansiedade relacionada a dinheiro, endividamento e sensação de inadequação social.
Pressão social e comparação constante
Publicações que exibem produtos de luxo, viagens caras e estilo de vida sofisticado reforçam padrões inalcançáveis para a maioria dos usuários. Psicólogos apontam que essa exposição contínua gera sentimentos de inadequação, baixa autoestima e frustração, especialmente entre jovens que ainda estão construindo autonomia financeira e emocional.
Influenciadores digitais e consumo impulsivo
Os influenciadores atuam como referências de comportamento e estilo de vida. A promoção de produtos, experiências e serviços estimula decisões de compra rápidas, muitas vezes sem planejamento ou orçamento adequado. O consumo impulsivo, quando associado à comparação social, aumenta o risco de estresse financeiro, ansiedade e culpa, impactando diretamente o bem-estar psicológico.
Endividamento e ansiedade financeira
Estudos indicam que jovens que passam mais tempo em redes sociais têm maior propensão a gastar com itens supérfluos e menor disciplina financeira. Essa combinação contribui para problemas como endividamento precoce, sensação de perda de controle sobre o próprio dinheiro e aumento da ansiedade relacionada ao futuro financeiro.
Estratégias para reduzir impactos negativos
Especialistas recomendam adotar hábitos de consumo consciente e ferramentas de educação financeira digital, como acompanhamento de gastos e definição de prioridades. Além disso, limitar o tempo de exposição a conteúdos que estimulam consumo e desenvolver senso crítico em relação a influenciadores pode proteger tanto a saúde financeira quanto a saúde mental.
O equilíbrio entre vida financeira e emocional é fundamental. Redes sociais podem ser úteis para informação e entretenimento, mas o uso consciente é essencial para evitar que comparações e pressão por ostentação comprometam a autoestima e gerem sofrimento psicológico.
Fonte: Fundação Getulio Vargas (FGV)