
Um procedimento ginecológico realizado em Roraima passou a utilizar, pela primeira vez no Estado, uma membrana antiaderencial voltada à redução do risco de infertilidade após cirurgias no útero. A intervenção ocorreu no Hospital Ville Roy e marca a introdução dessa tecnologia na rede hospitalar local.
O procedimento realizado no dia 21 de janeiro se chama histeroscopia cirúrgica. O método moderno e minimamente invasivo, permite a visualização do interior do útero por meio de uma microcâmera introduzida pelo canal vaginal, sem a necessidade de cortes.
No entanto, segundo a ginecologista Dalet Muniz, responsável pela intervenção, procedimentos dentro do útero podem gerar cicatrizes internas, chamadas de fibroses ou aderências. “Quando ocorre esse dano, uma parede do útero pode ‘grudar’ na outra. Isso pode dificultar uma futura gestação e, em casos mais graves, levar à infertilidade”, explica a médica.
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Para evitar o risco, a grande inovação da cirurgia foi o uso da membrana Oxiplex IU. Uma membrana antiaderente aplicada ao final da cirurgia, que funciona como uma barreira temporária. “O material é inserido com uma cânula até o limite da cavidade uterina para evitar a formação dessas aderências”, detalhou a médica.
A tecnologia já é empregada em outros países e passa a ser utilizada em Roraima, ampliando as opções e o uso de técnicas minimamente invasivas na ginecologia em Boa Vista.

