Os autores do estudo alertam que, mesmo sendo parte do dia a dia, as redes sociais podem afetar o bem-estar emocional (Foto Divulgação)
Os autores do estudo alertam que, mesmo sendo parte do dia a dia, as redes sociais podem afetar o bem-estar emocional (Foto Divulgação)

No início de um novo ano, cresce nas redes sociais um movimento que propõe menos excessos e mais intenção: o minimalismo emocional. A prática vem sendo adotada por pessoas que buscam uma relação mais saudável com o ambiente digital, reduzindo comparações, cobranças e estímulos que impactam diretamente a saúde mental.

O conceito parte da ideia de que, assim como o consumo exagerado de bens materiais pode gerar sobrecarga, o excesso de informações, opiniões e padrões emocionais nas redes também afeta o bem-estar. Curtidas, métricas de engajamento e narrativas de “vida perfeita” acabam criando um ambiente de pressão constante, especialmente em períodos simbólicos como o começo do ano.

Segundo especialistas em comportamento digital, o minimalismo emocional não significa abandonar as redes sociais, mas usar com mais consciência. Isso inclui revisar quem se segue, silenciar conteúdos que provocam ansiedade, estabelecer limites de tempo de uso e refletir sobre o que se compartilha.

Estudos na área de saúde mental apontam que a exposição contínua a comparações sociais pode aumentar sentimentos de inadequação, estresse e frustração. Ao reduzir esse tipo de estímulo, o usuário passa a ter mais controle sobre as próprias emoções e reações, favorecendo relações digitais mais equilibradas.

Entre as práticas mais comuns do minimalismo emocional nas redes estão:

deixar de seguir perfis que geram desconforto emocional;

priorizar conteúdos educativos, inspiradores ou informativos;

evitar o consumo excessivo de notícias negativas em sequência;

diminuir a necessidade de validação externa por meio de curtidas e comentários.

O movimento também dialoga com tendências como o autocuidado possível e o consumo consciente de informação. A proposta é substituir a lógica do excesso pela da intencionalidade, escolhendo quando, como e por que estar online.

Para psicólogos, esse tipo de ajuste pode contribuir para uma melhora na qualidade do sono, na concentração e na autoestima. Ao filtrar estímulos, o indivíduo cria espaço para experiências offline, relações mais profundas e maior presença no cotidiano.

Em um cenário cada vez mais conectado, o minimalismo emocional surge como uma resposta prática aos desafios da vida digital. Mais do que uma tendência, a proposta reforça a importância de alinhar o uso das redes sociais ao bem-estar emocional, transformando o ambiente virtual em um espaço mais saudável e humano.