É importante saber como agir em casos de convulsão (Foto: Reprodução)
É importante saber como agir em casos de convulsão (Foto: Reprodução)

Convulsões podem ser episódios assustadores, tanto para quem as vivencia quanto para quem está por perto. Recentemente, esse tipo de episódio médico ganhou atenção pelo caso do ator Henri Castelli, que sofreu uma convulsão durante uma prova em um reality show e teve de deixar o programa para receber cuidados médicos.

Esse tipo de situação, embora rara na vida de muitas pessoas, merece ser compreendida com clareza para que se saiba o que pode causar uma convulsão, como agir durante o episódio e quando buscar ajuda profissional.

De acordo com especialistas da área da saúde, uma convulsão é desencadeada por uma atividade elétrica desordenada no cérebro, que provoca alterações no comportamento, movimentos involuntários e, muitas vezes, perda de consciência. Essa descarga elétrica pode durar apenas alguns minutos, e em muitos casos se encerra por conta própria. 

Nem todas as convulsões, entretanto, significam que a pessoa tenha epilepsia, embora essa seja uma causa frequente das crises. Outros fatores, como falta de sono, desequilíbrio de substâncias no organismo, infecções, febre alta em crianças ou até lesões na cabeça também podem desencadear uma crise.

Especialistas em saúde explicam que, durante uma convulsão, o corpo pode apresentar movimentos musculares involuntários, tremores e rigidez, podendo ocorrer queda ou confusão após o episódio. Por isso, manter a calma e saber o que fazer é um passo importante para proteger a pessoa que está passando pela crise.

Saiba o que fazer caso alguém tenha uma convulsão perto de você

Orientações de instituições de saúde recomendam que, ao presenciar alguém em convulsão, a primeira medida é proteger a pessoa de possíveis ferimentos. Isso inclui afastar objetos cortantes ou pontiagudos e colocar algo macio sob a cabeça para evitar impactos. É importante também manter a pessoa de lado após a crise, para que a respiração seja mais segura, e ficar ao lado dela até que recupere totalmente a consciência.

Ao mesmo tempo, há cuidados que não devem ser feitos em hipótese alguma. Colocar objetos ou os próprios dedos na boca da pessoa, com a intenção de “proteger a língua”, pode causar mais danos e não impede que a língua seja mordida, como muitas pessoas acreditam. Restrição de movimentos ou tentativas de “segurar” o indivíduo também não são recomendadas, pois podem resultar em lesões tanto para ele quanto para quem está ajudando.

Se a crise durar mais de cinco minutos, ou se outra convulsão ocorrer logo em seguida, os serviços de emergência devem ser acionados imediatamente, pois episódios prolongados ou repetidos podem representar risco maior à saúde. Além disso, se for a primeira vez que a pessoa tem uma convulsão ou se houver dúvidas sobre a causa, a orientação é procurar atendimento médico para investigação e acompanhamento adequados.

Por trás de uma convulsão pode haver distintas causas, algumas ligadas a condições como epilepsia (um transtorno neurológico caracterizado por crises recorrentes) e outras a situações temporárias, como febre alta, desidratação ou desequilíbrio metabólico. Identificar o motivo é fundamental para direcionar o tratamento e orientar cuidados futuros.

A conscientização sobre como agir e quando buscar ajuda reduz o medo em situações de crise e pode fazer toda a diferença na segurança da pessoa que está passando por uma convulsão. Informação correta, apoio imediato e acompanhamento profissional formam a base para um cuidado eficaz e tranquilo diante de um episódio que, apesar de parecer impressionante, é mais comum do que se imagina.

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