
Uma alimentação rica em alimentos de origem vegetal pode ser uma aliada importante na prevenção de doenças renais crônicas. É o que indica um estudo recente que analisou padrões alimentares inspirados no modelo EAT-Lancet, conhecido por priorizar frutas, legumes, verduras, grãos integrais, leguminosas e oleaginosas, com menor consumo de carnes e produtos ultraprocessados.
De acordo com os pesquisadores, pessoas que seguem dietas predominantemente vegetais apresentaram menor risco de desenvolver doença renal crônica, condição que afeta milhões de pessoas no mundo e pode evoluir de forma silenciosa ao longo dos anos. A pesquisa reforça evidências de que a alimentação tem papel central não apenas na saúde cardiovascular e metabólica, mas também no funcionamento dos rins.
Os rins são responsáveis por filtrar toxinas, regular líquidos e equilibrar minerais no organismo. Dietas ricas em carnes vermelhas, sódio e alimentos ultraprocessados tendem a sobrecarregar esse sistema. Já os padrões alimentares baseados em vegetais oferecem maior quantidade de fibras, antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, além de menor carga ácida, fator apontado por especialistas como benéfico para a saúde renal.
O estudo destaca que o modelo EAT-Lancet, desenvolvido por uma comissão internacional de cientistas e publicado na revista The Lancet, propõe uma alimentação equilibrada tanto para a saúde humana quanto para o meio ambiente. Embora não seja uma dieta estritamente vegetariana, o plano reduz significativamente o consumo de proteínas animais e incentiva a diversidade de alimentos naturais.
Especialistas ressaltam que a adoção desse tipo de alimentação pode ser especialmente relevante para pessoas com fatores de risco, como hipertensão, diabetes e histórico familiar de doença renal. Ainda assim, mudanças na dieta devem ser feitas de forma gradual e, sempre que possível, com acompanhamento de profissionais de saúde, principalmente em casos de doenças já diagnosticadas.
Os resultados se somam a um conjunto crescente de pesquisas que apontam a alimentação como uma estratégia acessível e eficaz na prevenção de doenças crônicas. Mais do que seguir uma dieta específica, os autores reforçam a importância de priorizar alimentos in natura e reduzir ultraprocessados, promovendo benefícios que vão além dos rins e impactam a saúde como um todo.