
Cuidar do bem-estar emocional em um mundo cada vez mais acelerado pode parecer um desafio, mas a ciência mostra que pequenas mudanças de hábito, quando feitas de forma consistente, têm impacto real na saúde mental e na qualidade de vida. Pesquisas recentes reuniram evidências de que atitudes simples, muitas vezes subestimadas, ajudam a reduzir estresse, melhorar o humor e fortalecer a sensação de equilíbrio ao longo do tempo.
A seguir, conheça cinco maneiras comprovadas de se sentir melhor, explicadas de forma acessível e aplicáveis à rotina.
1 – Parar de ir em busca da perfeição
Uma das principais delas é diminuir a busca pela perfeição. Embora o perfeccionismo costume ser visto como algo positivo, estudos indicam que ele está associado a níveis mais altos de ansiedade, depressão, insônia e até exaustão emocional. Pessoas perfeccionistas tendem a estabelecer padrões inalcançáveis para si mesmas e, quando falham, reagem com culpa, vergonha e autocrítica excessiva.
Uma pesquisa recente publicada na USP fala sobre o tema. A ciência aponta que a autocompaixão funciona como um fator de proteção emocional. Ser mais gentil consigo, reconhecer erros como parte do aprendizado e aceitar imperfeições ajuda a reduzir o sofrimento psicológico e a construir uma relação mais saudável com as próprias expectativas.
2 – Boas relações sociais
Outro aspecto fundamental para o bem-estar é a qualidade das relações sociais. Pesquisas mostram que manter vínculos positivos influencia desde a saúde do coração até o funcionamento do sistema imunológico. Boas amizades oferecem apoio emocional, reduzem a sensação de solidão e aumentam a sensação de pertencimento. Mas não se trata apenas de ter muitas relações, e sim de cultivar conexões equilibradas.
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Estudos indicam que relações instáveis, marcadas por atitudes contraditórias ou falta de apoio, podem gerar mais desgaste emocional do que relações poucas, porém consistentes. Conversar mais sobre conquistas, demonstrar interesse genuíno pelo outro e celebrar boas notícias são atitudes simples que fortalecem os laços e fazem bem para todos os envolvidos.
3 – Cante, dance e ria
Investir em hobbies e atividades sociais também aparece como um forte aliado da saúde mental. Pesquisas apontam que atividades criativas, como desenhar, pintar, cantar ou tocar um instrumento, ajudam a acalmar a mente e melhorar o humor ao estimular áreas do cérebro ligadas à atenção e às emoções.
O mesmo vale para a dança, esportes coletivos ou atividades em grupo, que combinam movimento físico com interação social. Psicólogos explicam que esse tipo de prática cria um senso de “intenção compartilhada”, fazendo com que o esforço pareça menor e a experiência mais prazerosa. O mais importante não é o desempenho, mas o envolvimento e o prazer durante a atividade.
4 – Pratique a gratidão
Outra estratégia simples, mas com forte respaldo científico, é praticar a gratidão. Estudos realizados em diferentes países mostram que pessoas que dedicam alguns minutos do dia para registrar ou refletir sobre coisas positivas apresentam aumento da sensação de felicidade e redução de sintomas depressivos.
Esse exercício ajuda o cérebro a sair do modo automático focado em problemas e a perceber aspectos bons que, muitas vezes, passam despercebidos. Pode ser algo pequeno, como uma conversa agradável, um momento de descanso ou uma refeição apreciada com calma. Com o tempo, esse hábito muda a forma como a pessoa interpreta o próprio dia.
5 – Tire tempo para descansar
O descanso adequado também é parte essencial do cuidado emocional. Pesquisas indicam que cochilos curtos, de cinco a 20 minutos, especialmente no início da tarde, melhoram a concentração, a memória e o desempenho cognitivo por algumas horas após o despertar.
Além disso, estudos sugerem que o hábito de cochilar pode ajudar a preservar a saúde do cérebro ao longo dos anos. O segredo está no tempo e no horário: cochilos longos ou muito tarde podem prejudicar o sono noturno, enquanto pausas breves ajudam a recuperar energia e reduzir a sensação de sobrecarga.
Em conjunto, essas estratégias reforçam uma ideia central defendida pela ciência: bem-estar não depende de mudanças radicais ou soluções caras. Ele é construído no cotidiano, a partir de escolhas possíveis, gentis e sustentáveis.