A canela, aquela especiaria aromática usada em doces e bebidas, tem muitos benefícios além de abrilhantar sabores: ela pode contribuir significativamente para a ingestão de ferro, mesmo em apenas uma pitada diária.
Segundo dados nutricionais confiáveis, como o da plataforma FoodStruct, 100 g de canela em pó contêm 8,3 mg de ferro. Isso supera o teor encontrado nas lentilhas cozidas (3,3 mg), espinafre cru (2,7 mg), feijão-preto (1,5 mg) e até carne bovina grelhada (2,4 mg).
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Claro que raramente consumimos 100g da especiaria, considerando que uma colher de chá contém cerca de 2 g. Mas mesmo essa quantidade já fornece cerca de 0,16 mg de ferro, contribuindo de forma relevante para quem busca fontes vegetais desse mineral essencial. E não para por aí: a canela também é rica em antioxidantes e compostos anti-inflamatórios, como demonstrado por estudos revisados pela Medical News Today.
O ferro desempenha papel vital na produção de hemoglobina, a proteína responsável pelo transporte de oxigênio no sangue. Sua carência pode se manifestar em forma de fadiga, palidez, queda de cabelo e dificuldade de concentração. A recomendação diária desse mineral varia de 8 a 18 mg para adultos, sendo maior para mulheres em idade fértil. Nesse contexto, mesmo pequenas “pitadas” de canela podem se tornar aliadas úteis para complementar a dieta, além de oferecer efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios e até termogênicos.
Saiba como otimizar o consumo de canela
Para otimizar sua absorção, alguns cuidados alimentares são importantes: combinar a canela com alimentos ricos em vitamina C (como frutas cítricas) ajuda o organismo a absorver melhor o ferro; já o consumo de chá ou café junto à refeição pode dificultar essa absorção.
Em resumo, a canela, embora não substitua fontes principais de ferro como carnes, leguminosas e verduras verde-escuras, pode ser uma adição estratégica e saborosa à rotina alimentar.