
Em períodos de calor intenso, manter-se hidratado vai muito além do conforto físico. Estudos indicam que uma desidratação considerada leve — quando o corpo perde entre 1% e 2% de água — já é capaz de afetar funções cognitivas, como memória, atenção e capacidade de tomar decisões.
O corpo humano é composto majoritariamente por água, e o cérebro está entre os órgãos mais sensíveis à sua falta. Quando a ingestão de líquidos não acompanha a perda causada pelo suor, o organismo entra em um estado de alerta. Como resposta, o fluxo sanguíneo cerebral pode ser alterado, interferindo diretamente no desempenho mental.
Os primeiros sinais nem sempre são sede intensa. Dor de cabeça, dificuldade de concentração, cansaço, lapsos de memória e irritabilidade podem indicar desidratação inicial. Em ambientes escolares e de trabalho, esses sintomas reduzem o rendimento e aumentam o risco de erros e acidentes.
Crianças merecem atenção especial. Elas transpiram mais, têm maior proporção de água no corpo e, muitas vezes, não reconhecem ou não comunicam a sede, especialmente durante brincadeiras.
Como incentivar a hidratação nas crianças
Especialistas recomendam estratégias simples para criar o hábito de beber água desde cedo:
Oferecer água regularmente, sem esperar que a criança peça
Usar garrafinhas coloridas ou personalizadas, que tornam o ato mais atrativo
Dar o exemplo: crianças tendem a imitar os hábitos dos adultos
Variar as opções, como água gelada, água aromatizada com frutas ou picolés caseiros de fruta e água
Associar a hidratação à rotina, como antes e depois de brincar, estudar ou praticar esportes
Evitar substituir água por refrigerantes ou sucos industrializados, que podem aumentar a sensação de sede
Atenção redobrada no calor
Além das crianças, idosos, pessoas fisicamente ativas e quem passa muito tempo em ambientes quentes ou com ar-condicionado também devem redobrar os cuidados. O consumo excessivo de café e bebidas alcoólicas contribui para a perda de líquidos.
Em meio às ondas de calor, hidratar-se adequadamente é uma medida simples, acessível e essencial para proteger o corpo e manter o bom funcionamento do cérebro, especialmente entre os mais jovens.