vacina; foto-Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
O grupo prioritário abrange bebês nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas e crianças com condições de saúde específicas. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

Bebês prematuros e com comorbidades poderão receber, a partir deste mês, a vacina contra bronquiolite no Sistema Único de Saúde (SUS). O medicamento é o nirsevimabe, um anticorpo monoclonal que oferece proteção imediata contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite.

Saiba mais: O que é a bronquiolite?

O que é a Bronquiolite?

A Bronquiolite Viral Aguda (BVA) é uma doença respiratória que afeta crianças menores de dois anos, caracterizada pela inflamação dos bronquíolos (pequenas vias áreas dos pulmões).

Causa principal: O Vírus Sincicial Respiratório (VSR) é responsável por até 80% dos casos. Outros vírus como adenovírus e influenza também podem desencadear a doença.

Sintomas: Inicia como um resfriado comum (coriza e tosse) e pode evoluir para chiado no peito, febre e dificuldade respiratória.

Tratamento: É baseado em suporte, focado na lavagem nasal, hidratação constante e, em casos mais graves, hospitalização para suporte de oxigênio.

Fonte: Ministério da Saúde

Ao contrário das vacinas convencionais, o nirsevimabe não precisa estimular o sistema imunológico, fornecendo os anticorpos prontos para a defesa do organismo. O Ministério da Saúde confirmou a distribuição de 300 mil doses para todas as unidades da federação.

O grupo prioritário abrange bebês nascidos com idade gestacional inferior a 37 semanas e crianças com condições de saúde específicas, como cardiopatias congênitas, doenças pulmonares crônicas da prematuridade, síndrome de Down e imunocomprometimento grave.

Cenário epidemiológico e prevenção

A ampliação da cobertura ocorre após o Brasil registrar, em 2025, mais de 43,2 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) causados pelo VSR. Desse total, as crianças menores de dois anos representaram 82,5% das hospitalizações, somando mais de 35,5 mil ocorrências. O vírus responde por 75% dos casos de bronquiolite e 40% das pneumonias nesta faixa etária.

Além da nova estratégia com o nirsevimabe, o SUS mantém a vacinação de gestantes a partir da 28ª semana de gravidez, o que permite a transferência de anticorpos para o feto.

Como não existe um tratamento antiviral específico para a bronquiolite após a infecção, a gestão técnica da saúde reforça que a prevenção e a terapia de suporte (oxigênio e hidratação) são as únicas medidas eficazes para reduzir a gravidade da doença.