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Alimentos funcionais e suplementos são aliados da saúde ou armadilhas do mercado?

Alimentos funcionais e suplementos são aliados da saúde ou armadilhas do mercado?

A busca por mais qualidade de vida e bem-estar tem aumentado o interesse por tendências como alimentação funcional, suplementação e dietas personalizadas. Mas, diante de tantas opções e promessas, surge a dúvida: o que realmente diferencia cada uma delas e até que ponto esses recursos podem trazer benefícios concretos para a saúde?

A professora Érica Leão, do curso de Nutrição, do Centro Universitário Estácio da Amazônia, ressalta que é fundamental compreender os conceitos e os riscos envolvidos quando essas práticas não são orientadas por profissionais habilitados.

A nutricionista explica que a alimentação funcional é aquela que, além de nutrir, fornece efeitos fisiológicos adicionais comprovados cientificamente. Isso significa que, ao consumir determinados alimentos ou compostos bioativos, como probióticos, prebióticos, fitoquímicos e ômega-3, o organismo não apenas mantém seu equilíbrio, mas também pode prevenir doenças crônicas e otimizar funções específicas.

“Um exemplo clássico é o iogurte enriquecido com probióticos, que ajuda a equilibrar a microbiota intestinal. A diferença é que a alimentação saudável tradicional garante energia e nutrientes para o bom funcionamento do corpo, mas não necessariamente atua em mecanismos preventivos ou terapêuticos”, observa a professora e completa: “A analogia é simples: toda alimentação funcional é saudável, mas nem toda alimentação saudável é, de fato, funcional”.

Ela afirma ainda que os benefícios associados aos alimentos funcionais vão muito além da nutrição básica. Segundo a professora, eles podem melhorar a digestão, fortalecer o sistema imunológico, regular o metabolismo, proteger a saúde cardiovascular, óssea e hormonal, além de atenuar processos inflamatórios que aceleram o envelhecimento celular.

“Esses efeitos não substituem tratamentos médicos, mas são aliados importantes na prevenção de doenças e na promoção de uma vida mais equilibrada”, ressalta.

SUPLEMENTAÇÃO

Se a alimentação funcional encontra respaldo em estudos, a suplementação alimentar é outro tema em alta, mas é preciso ter orientação para o seu uso. Para a professora, os suplementos têm papel importante em determinados contextos, mas não devem ser vistos como obrigatórios.

Alguns casos em que os suplementos podem ser necessários envolvem pessoas com deficiências de ferro, por exemplo, em situações de anemias ou uso do cálcio para quem tem osteopenia. Também pode ser recomendado para gestantes que precisam de ácido fólico e ferro, ou idosos que necessitam de vitamina D e cálcio, crianças em fase de crescimento ou atletas com alta demanda energética. Além disso, a suplementação pode estar ligada a objetivos específicos de saúde ou desempenho, como a creatina para ganho de força muscular, o whey protein para recuperação pós-treino ou o ômega-3 para a saúde cardiovascular.

“O uso deve ser individualizado e avaliado em consulta. A vitamina D, por exemplo, virou moda, mas quando consumida em excesso pode se acumular no fígado e no tecido adiposo, provocando hipercalcemia e até lesão hepática. O que deveria ser preventivo pode se tornar tóxico”, alerta a nutricionista, lembrando que a suplementação só deve ser utilizada com objetivo terapêutico ou preventivo específico, e sempre sob acompanhamento profissional. 

DIETAS PERSONALIZADAS

Outro ponto cada vez mais procurado pela população são as dietas personalizadas. Conforme observa a professora, diferente das soluções rápidas propagadas em redes sociais, a personalização envolve uma avaliação clínica detalhada, que considera o histórico de saúde, exames laboratoriais, hábitos, preferências e objetivos.

“O nutricionista atua como planejador e guardião da segurança no uso de alimentos e suplementos. Ele é quem garante que o certo chegue à pessoa certa, na dose certa, no momento certo, sempre monitorando os resultados”, destaca Érica.

Para ela, o cenário atual, marcado pelo crescimento de influenciadores digitais, exige ainda mais atenção da população porque muita informação sem base científica acaba circulando com facilidade e pode colocar em risco a saúde de quem as segue sem questionar.

“É preciso desconfiar de promessas milagrosas, analisar a procedência das informações e lembrar que dietas são individuais. Produtos que estampam rótulos com termos como ‘fit’, ‘zero’ ou ‘natural’ muitas vezes não correspondem ao que parecem”, orienta a professora.

Para Érica, no contexto atual, o papel do nutricionista ultrapassa a prescrição de cardápios. “Ele também possui um papel educativo, combatendo a desinformação e afirmações até nocivas para a saúde. Alguns influenciadores digitais, por exemplo, divulgam informações equivocadas, sem conhecimento científico e baseado em achismo ou mistificação, colocando em risco a saúde da população”, conclui. 

Por fim, a professora relembra que o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) é o melhor caminho para consultar a procedência de um profissional e também para receber denúncias de práticas ilegais de exercício da profissão.

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