
Pelo menos 80 presos políticos foram libertados neste domingo (25) na Venezuela, segundo a ONG Foro Penal, em meio a um processo de soltura considerado lento por organizações de direitos humanos e que ocorre sob forte pressão dos Estados Unidos e da comunidade internacional.
De acordo com o Foro Penal e outras entidades, o país ainda mantém entre 800 e 1.200 presos políticos, detidos por razões relacionadas à oposição ao governo. As organizações afirmam que muitas prisões estão ligadas a protestos, posicionamentos públicos contrários ao regime e atuação política ou jornalística.
O governo venezuelano, por sua vez, nega a existência de presos políticos e afirma que 626 pessoas foram libertadas desde dezembro. O número foi divulgado na sexta-feira (23) pela vice-presidente Delcy Rodríguez, que disse que a lista de libertações será submetida à verificação internacional.
Entre os libertados nas últimas semanas estão Rafael Tudares, genro do líder opositor Edmundo González Urrutia, que estava preso havia mais de um ano sob acusações de terrorismo; o ex-candidato presidencial Enrique Márquez; a especialista em assuntos militares e ativista de direitos humanos Rocío San Miguel; e o jornalista e ativista Roland Carreño.
Apesar das liberações, nomes de destaque da oposição continuam detidos. Permanecem presos Juan Pablo Guanipa, aliado da líder opositora María Corina Machado; Freddy Superlano, detido durante os protestos de 2024; e Javier Tarazona, encarcerado desde 2021 sob acusações diversas.
Fonte: Foro Penal / informações de organizações de direitos humanos