Fachada Minostério da Saúde; imagem ilustratitva; Fronteira Venezuela
A estratégia visa antecipar demandas e preparar a rede pública brasileira para uma eventual emergência humanitária (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

O Ministério da Saúde enviou uma equipe da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) para Roraima. O objetivo é monitorar o cenário sanitário na fronteira com a Venezuela. A medida ocorre em resposta a um possível agravamento do fluxo migratório, após a recente intervenção militar estrangeira no país vizinho e a captura do presidente Nicolás Maduro.

A equipe técnica é composta por profissionais experientes em situações de tragédia. Eles realizam o levantamento de estruturas hospitalares, disponibilidade de profissionais, estoques de vacinas e outros insumos essenciais.

Embora o governo federal informe que o fluxo migratório em Pacaraima segue dentro da normalidade até o momento, a estratégia visa antecipar demandas e preparar a rede pública brasileira para uma eventual emergência humanitária.

Como parte das medidas preventivas, o ministério avalia a necessidade de instalar hospitais de campanha e ampliar estruturas já existentes para reduzir impactos no sistema de saúde local.

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Além disso, o governo brasileiro ofereceu apoio à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para o fornecimento de medicamentos e insumos de diálise, uma vez que importantes centros logísticos venezuelanos foram destruídos durante os ataques.

Em nota oficial, a pasta reforçou o compromisso com o atendimento universal garantido pelo SUS, independentemente da nacionalidade dos pacientes.

O Ministério da Saúde reafirma o papel do SUS como referência internacional ao garantir assistência médica integral a todas as pessoas em solo nacional. Para imigrantes em cidades de fronteira, esse direito é asseguradoindependentemente do status migratório ou nacionalidade”, destacou o comunicado.

O plano de contingência segue em atualização constante conforme o desenrolar dos fatos na Venezuela. O foco é na segurança sanitária tanto da população roraimense quanto dos migrantes que buscam refúgio no Brasil.