
A procuradora do Estado de Roraima Rebeca Ramagem, esposa do ex-deputado federal pelo Rio de Janeiro, Alexandre Ramagem, solicitou licença médica por 60 dias. O pedido foi feito dias após a prorrogação de férias da servidora, autorizada pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RR), enquanto ela estava nos Estados Unidos.
Segundo a PGE-RR à FolhaBV, o atestado médico foi recebido pelo Departamento de Recursos Humanos em 24 de dezembro de 2025 e, na mesma data, encaminhado à Divisão de Perícia Médica e Segurança do Trabalho da Secretaria de Gestão Estratégica e Administração. O afastamento por motivo de saúde iniciou dois dias antes, em 22 de dezembro.
NOTA
A Secretaria de Gestão Estratégica e Administração informa que, no período em que houve solicitação de licença médica, a servidora mencionada encontrava-se em gozo de férias e em recesso forense, conforme registros administrativos.
Após esse período, caso houvesse necessidade de nova solicitação de licença médica, o pedido seria encaminhado à Junta Médica para agendamento de perícia médica presencial, nos termos dos procedimentos administrativos vigentes.
Ressalta-se que, nos casos de licença médica, o órgão de origem realiza análise prévia da documentação apresentada e, sendo caracterizada a necessidade, o processo é encaminhado à Segad para submissão à perícia médica, responsável pela verificação do atestado e demais procedimentos legais.
Antes da solicitação de licença médica, a procuradora teve as férias prorrogadas até 19 de dezembro. O período inicial de descanso terminaria em 28 de novembro, mas foi estendido por mais três semanas a pedido da própria servidora. De acordo com a PGE, a autorização ocorreu porque Rebeca possuía férias acumuladas referentes ao trabalho exercido entre 2022 e 2023, conforme previsto em lei. Ela é procuradora de Roraima desde 2015.
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Rebeca Ramagem e o afastamento
Durante o período de férias prorrogadas, Rebeca Ramagem esteve em Miami, nos Estados Unidos, ao lado do marido, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. Alexandre é considerado foragido da Justiça brasileira e, de acordo com a PF, usou rota por Boa Vista (RR) e Guiana para deixar o país.
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Em publicação nas redes sociais no dia 23 de novembro, a procuradora afirmou ter deixado o Brasil “com o único propósito de proteger a família”, ao divulgar um vídeo das filhas reencontrando o pai. Na mesma postagem, ela alegou que a família seria vítima de “lawfare”, termo usado para descrever perseguição política por meio do sistema judicial.