Ministro Ricardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
Ministro Ricardo Lewandowski, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva a carta de demissão do cargo nesta quinta-feira (8). A saída deve ser oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União. Lewandowski estava à frente do ministério desde fevereiro de 2024.

Na carta, o ministro afirmou que a decisão foi tomada por motivos pessoais e familiares. Ele também destacou que exerceu a função com dedicação, mas citou limitações políticas, conjunturais e orçamentárias enfrentadas durante a gestão.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública é responsável por órgãos como a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional, que atuam em ações de segurança e apoio aos estados.

Até o momento, o governo federal não anunciou quem assumirá definitivamente o comando da pasta. A expectativa é de que o secretário-executivo do ministério fique à frente da função de forma interina até a definição de um novo ministro.

A saída de Lewandowski ocorre em meio a discussões nacionais sobre segurança pública e propostas em tramitação no Congresso Nacional para mudanças na atuação do Estado no combate ao crime.

Durante a gestão no Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski destacou ações como a assinatura de 21 portarias declaratórias de terras indígenas entre 2024 e 2025, a implantação de câmeras corporais em policiais em 11 estados e o fortalecimento do controle de armas, com a retirada de mais de 5,6 mil armas e quase 299 mil munições de circulação.

O ministro também citou programas como Celular Seguro, Município Mais Seguro, leilões de bens do crime organizado e a atualização da política de Classificação Indicativa para crianças e adolescentes.

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