
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) a Medida Provisória que altera o programa de auxílio para compra de gás de cozinha e cria o Gás do Povo, com a possibilidade de retirada gratuita do botijão em revendas cadastradas. O texto segue agora para votação no Senado.
Na bancada de Roraima, Albuquerque (Republicanos), Defensor Stélio Dener (Republicanos), Duda Ramos (MDB), Gabriel Mota (Republicanos), Pastor Diniz (União Brasil) e Zé Haroldo Cathedral (PSD) votaram a favor da proposta. A deputada Helena Lima (MDB) não registrou voto.
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O único voto contrário foi do deputado Nicoletti (União Brasil). Ele diz ser a favor do benefício, mas da forma que está, e criticou o novo modelo do programa, alegando que a proposta retira a liberdade de escolha do beneficiário, substitui o pagamento direto em dinheiro pela retirada em locais credenciados e pode gerar riscos fiscais e sociais, além de favorecer o controle da venda de gás por grupos criminosos em determinadas regiões do país.
“Lula acha que você vale um botijão de gás […]. Eles estão vendendo como uma grande ajuda, mas a verdade é uma pura e descarada compra de votos […]. Esse programa é uma bomba-relógio. O botijão de gás grátis de hoje vai custar o seu poder de compra amanhã”, afirmou Nicoletti.
Com a MP, o programa passa a se chamar Gás do Povo e prevê o fim gradual da modalidade de pagamento em dinheiro até 2027. As famílias de baixa renda poderão acessar apenas uma das modalidades: auxílio financeiro ou retirada gratuita do botijão.
Segundo um decreto de 2025, terão direito à retirada gratuita quatro botijões por ano as famílias de duas a três pessoas e seis botijões por ano aquelas com quatro ou mais integrantes, desde que estejam com o CadÚnico atualizado e renda mensal por pessoa de até meio salário mínimo (R$ 759).