
Os Estados Unidos voltaram a chamar atenção internacional com o seu interesse estratégico na Groenlândia, maior ilha do mundo, controlada pela Dinamarca, mas com autonomia interna. Segundo especialistas consultados, os motivos envolvem principalmente segurança, rotas marítimas e a competição com a China na região do Ártico.
Analistas de Relações Internacionais afirmam que, com o derretimento progressivo do gelo no Ártico devido às mudanças climáticas, as rotas marítimas entre Ásia, Europa e América do Norte podem se tornar mais usadas pelo comércio global.
Ter influência sobre esses caminhos interessaria aos EUA, que já dominam outras rotas oceânicas importantes e buscam reduzir a presença de rivais como a China.
A proposta de maior participação americana é vista com reserva por países aliados. A primeira-ministra da Dinamarca disse que a Groenlândia não está à venda e ressaltou que qualquer ataque militar a um território aliado da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) seria “o fim de tudo” para a aliança.
Líderes da Groenlândia também afirmaram que a decisão sobre o futuro da ilha deve ser tomada pelos próprios groenlandeses, não por potências estrangeiras.
Especialistas destacam que, apesar do tom agressivo em declarações públicas, ainda não há mudanças formais no estatuto da Groenlândia dentro do direito internacional e qualquer alteração teria de passar por negociações com a Dinamarca e a população local.
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