
Gestores e parlamentares reagiram, neste sábado (3), à destituição do ditador venezuelano Nicolás Maduro em meio aos ataques estadunidenses contra a Venezuela.
Governador de Roraima
O governador Antonio Denarium (Progressistas) se pronunciou por nota oficial do Governo, na qual confirma que acompanha a situação e reafirma o compromisso com a paz, a ordem pública e a segurança da população roraimense. No texto, o Executivo estadual diz que segue em contato permanente com órgãos da União para monitorar qualquer situação que possa interferir na rotina da população.
Prefeito de Boa Vista
O prefeito de Boa Vista, Arthur Henrique (PL), disse acompanhar a situação para verificar se aliados de Maduro irão cair completamente, mas disse ter esperança de que a ordem democrática seja restabelecida no País vizinho. Segundo ele, os governos chavistas maltrataram a população.
“Não dá pra gente defender a Venezuela com a desculpa de que existe soberania nacional, a soberania é respeitada pra quem respeita países vizinhos e a própria população”, declarou.
Senadores
O coordenador da bancada roraimense no Congresso, senador Dr. Hiran (Progressistas), disse em nota que a captura do ditador abre “uma esperança concreta para que o Estado Democrático de Direito possa ser restaurado na Venezuela”.
“No entanto, o senador Dr. Hiran Gonçalves alerta que o processo de transição tende a ser longo, delicado e doloroso, uma vez que todo o aparato governamental venezuelano foi profundamente contaminado por práticas autoritárias, corrupção e vínculos com organizações criminosas. A queda do ditador não encerra automaticamente os riscos, mas inaugura uma fase de instabilidade institucional que exige atenção redobrada da comunidade internacional”, declarou.
O senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR) disse aplaudir Trump “de pé” por agir em “defesa da democracia nas Américas”. Para ele, a captura de Maduro “enfrenta uma ditadura que oprime seu povo e exporta instabilidade”.
Deputados
O deputado federal Nicoletti (União Brasil-RR) disse que Trump fez o “dever de casa” enquanto o Brasil segue com fronteiras abertas, inclusive para a entrada de facções criminosas e a sobrecarga dos serviços básicos.
Já a deputada federal Helena Lima (MDB-RR) se disse “extremamente preocupada” com a situação por causa dos reflexos que a ação militar pode causar para Roraima.
“Nosso estado já vive massacrado pela forte pressão sobre hospitais, escolas e serviços públicos em razão da imigração. Qualquer indicativo de agravamento do cenário no país vizinho deve preocupar não só Roraima, mas o Brasil enquanto nação”, avaliou, pedindo que o governo federal proteja a fronteira com o País vizinho.