
A prisão preventiva do ex-prefeito de Bonfim e presidente da Associação dos Municípios de Roraima (AMR), Joner Chagas, ocorrida no dia 26 de novembro, foi resultado de um erro de interpretação dos fatos, posteriormente reconhecido e corrigido pelo Poder Judiciário. A decisão que determinou sua prisão foi revogada após a análise detalhada das informações apresentadas pela defesa.
Joner Chagas foi alvo de uma operação da Polícia Federal que cumpriu mandado de busca e apreensão em uma casa de apoio localizada em Boa Vista. No local, nada de irregular foi encontrado. Como o imóvel estava fechado no momento da diligência, houve a dedução equivocada de que Joner estaria tentando se evadir, o que motivou o pedido de prisão preventiva sob o argumento de suposto risco de fuga.
A conclusão, no entanto, não correspondia à realidade. Joner Chagas reside há mais de 20 anos no município de Bonfim, onde construiu toda a sua trajetória pessoal, familiar, empresarial e política. Foi vice-prefeito e prefeito por dois mandatos consecutivos, mantém seus negócios na cidade, tem filhos menores matriculados em escolas locais e nunca se furtou ao contato com as autoridades.
No mesmo dia em que ocorreu a busca e apreensão, a defesa protocolou formalmente junto à Polícia Federal a informação de que Joner Chagas se encontrava em sua residência habitual, em Bonfim, colocando-se à disposição para qualquer esclarecimento. Esse endereço, entretanto, não havia sido alvo de diligência, fato que contribuiu diretamente para o equívoco que resultou na prisão.
Após a apresentação dessas informações no processo judicial, o magistrado responsável reconheceu que havia sido induzido ao erro. Na tarde do dia 4 de dezembro, a decisão foi revista e a prisão preventiva revogada, restabelecendo a verdade dos fatos.
É importante destacar que Joner Chagas não foi preso por desvio de dinheiro, não foi indiciado e sequer chegou a ser ouvido no curso do processo. A prisão teve como único fundamento uma interpretação equivocada sobre sua localização no momento da diligência, posteriormente desconstituída.
Durante o período em que esteve preso, Joner Chagas sofreu agravamento significativo de seu estado de saúde. Portador de diabetes mellitus tipo 2 crônica e com comprometimento renal, necessitou de acompanhamento médico contínuo e foi internado no Hospital Geral de Roraima. A soltura ocorreu por reconhecimento do equívoco, e não por motivo de saúde, sendo o alvará cumprido no próprio hospital no dia 5 de dezembro.
Mesmo após a liberação, Joner permaneceu hospitalizado por mais alguns dias em razão de complicações clínicas, incluindo uma infecção adquirida durante o período de privação de liberdade.
A defesa reforça que o fundamento utilizado para justificar a prisão preventiva não se sustenta, uma vez que não houve diligência na residência oficial de Joner Chagas, o que levou à interpretação equivocada posteriormente esclarecida em juízo.
Joner Chagas segue à disposição das autoridades para prestar quaisquer esclarecimentos necessários, reafirmando sua confiança na Justiça, na apuração correta dos fatos e no compromisso com a verdade.