O presidente Lula durante o discurso na Assembleia Geral da ONU
O presidente Lula durante o discurso na Assembleia Geral da ONU (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (3) que forças americanas capturaram o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e a primeira-dama, Cilia Flores, durante uma operação militar no país vizinho. Segundo Washington, o casal foi retirado do território venezuelano e deverá responder a processos criminais em tribunais dos EUA.

O governo brasileiro condenou a ação militar e defendeu que a crise seja tratada por meios diplomáticos.

Em publicações nas redes sociais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a operação ultrapassa limites aceitáveis e coloca em risco a estabilidade regional:

“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável.”

Lula também classificou a iniciativa como violação do direito internacional e disse que o Brasil mantém posição contrária ao uso da força, defendendo o diálogo e o multilateralismo.

Autoridades norte-americanas informaram ainda que Maduro e Cilia Flores serão indiciados nos Estados Unidos por crimes relacionados a narcotráfico e conspiração.

Relatos internacionais apontaram explosões em Caracas durante a madrugada, e os EUA orientaram que aeronaves civis evitem o espaço aéreo venezuelano.

O governo venezuelano chamou a operação de “agressão estrangeira”, declarou estado de emergência e exigiu prova de vida do presidente.

A Polícia Federal brasileira informou que acompanha o caso por meio da Embaixada do Brasil em Caracas. A situação segue em desenvolvimento.

Fonte: apuração Fronteira/Brasil/Venezuela