
Ao menos 40 pessoas morreram durante confrontos ocorridos na madrugada deste sábado na Venezuela, segundo informou o governo venezuelano. A informação foi publicada pelo The New York Times, que citou um alto funcionário do governo do país. De acordo com a fonte, entre as vítimas há civis e soldados.
Os confrontos ocorreram após bombardeios ordenados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em meio a meses de escalada das tensões no Caribe. Desde agosto, os EUA vinham realizando operações marítimas próximas à costa venezuelana, enquanto Trump ameaçava repetidamente o regime agora deposto.
Em coletiva de imprensa, Trump afirmou que a operação militar durou apenas 47 segundos. Segundo ele, a ofensiva empregou “poderio militar esmagador”, com ações coordenadas por ar, terra e mar. O presidente norte-americano classificou o ataque como o maior realizado pelos Estados Unidos desde a Segunda Guerra Mundial e descreveu a ação como “extraordinária”, “espetacular” e “brilhante”.
Trump disse ainda que acompanhou a captura de Nicolás Maduro em tempo real, por meio de uma transmissão feita por agentes envolvidos na missão.
Os bombardeios foram registrados em vários pontos do norte da Venezuela. Entre os alvos atingidos estão o Forte Tiuna, complexo militar no sudoeste de Caracas, onde Maduro estaria escondido; a base aérea de La Carlota; o porto de La Guaira, próximo à capital; e o aeroporto de Higuerote.
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Moradores relataram ao menos sete explosões, voo baixo de aeronaves militares, tremores e quedas de energia em áreas próximas a instalações estratégicas. Segundo testemunhos, pessoas correram para as ruas durante os ataques e passaram a relatar o ocorrido nas redes sociais.
A ação militar foi criticada pelo governo brasileiro e por diversos países, que condenaram a escalada do conflito e o uso da força. Por outro lado, alguns líderes manifestaram apoio à ofensiva, entre eles o presidente da Argentina, Javier Milei.
Apesar da informação divulgada pelo governo venezuelano sobre ao menos 40 mortos, ainda não há um balanço oficial e independente que confirme o número total de vítimas ou de feridos.