
Dois cães que fizeram parte do patrulhamento da Guarda Civil Municipal de Boa Vista, os irmãos Luke e Stark, foram homenageados em uma solenidade que marcou a aposentadoria encerrnado um ciclo de setenaos de serviços prestados à Segurança Pública. Os animais, treinados para frao, guarda e proteção, agoram passam a viver com seus respectivos condutores: Mônica Araújo e Natanael Costa.
A cerimônia simbolizou não apenas a despedida dos cães das atividades operacionais, mas também o reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelo canil da corporação e aos vínculos construídos entre condutores e animais ao longo dos anos.
Para o inspetor Gilberto Lopes, o momento é carregado de emoção e orgulho. Segundo ele, a relação entre o agente e o cão vai muito além do trabalho.
“O sentimento que a gente tem de trabalhar com ele é de pai e filho. Depois de tantos anos trabalhando, sete anos de serviço, a gente prefere aposentar porque já está com certa idade. Ele é um cão de guarda e proteção, exige muito fisicamente. A gente cria uma afinidade muito grande, ele obedece, confia na gente, e a gente confia nele. É uma relação excepcional”, afirmou.
Gilberto destacou ainda a importância de um staff especializado desde os primeiros meses de vida dos animais.
“Desde cedo eles passam por treinadores capacitados, especializados nesse tipo de adestramento. Depois que os cães estão prontos, os condutores são chamados e recebem esses animais já preparados para ir às ruas. A partir daí, começa o trabalho em conjunto, de adaptação e aperfeiçoamento”, explicou.

O inspetor de área Natanael Costa, que agora ficará com Stark, explicou que a decisão de levar o cão para casa busca minimizar o impacto da aposentadoria para o animal.
“De 7 a 8 anos é o limite máximo que a gente trabalha, porque ele é um cão de faro e guarda e proteção, então exige muito. Quando ele vai para casa, a gente tenta sempre doar para alguém mais próximo, justamente para ele não sentir tanto essa mudança. Como a gente já tem uma afinidade de pai e filho, preferi levar ele para casa. Agora é só relaxar, ter uma vida de cão normal, com cuidados, porque ele já cumpriu a missão dele”, disse.
Natanael contou ainda que Stark já foi apresentado aos outros cães da casa.
“Eu já tenho um caramelo, fizemos a socialização entre eles e já se deram bem. Agora é adaptação e tranquilidade”, completou.

A terceira classe da GCM, Mônica Araújo, condutora de Luke, ressaltou a importância da solenidade e do papel dos cães na atividade policial.
“A importância de ter um cão no patrulhamento é enorme, principalmente na questão do faro. Temos cães treinados para faro, guarda e proteção. Muitas vezes eles conseguem localizar substâncias ou situações que o nosso olhar não alcança”, explicou.
Mônica também destacou o cuidado da corporação com os animais, especialmente em um momento em que casos de maus-tratos a cães ganham repercussão nacional.
“Aqui a gente sempre dá o melhor, porque eles são colegas de trabalho. Eles fazem o trabalho deles e a gente precisa dar respeito e empatia, porque são vidas e precisam trabalhar de forma saudável”, afirmou.
Sobre assumir a guarda definitiva de Luke, a agente não escondeu a emoção.
“No decorrer do tempo a gente vai criando amor, e não seria diferente com o cão. Vai ser de muito amor e carinho. Estou muito feliz por estar levando ele para casa. Agora ele vai continuar passeando, treinando, mas de forma diferente, mais como lazer”, disse.

Ela relembrou ainda a trajetória com o animal desde o primeiro dia no canil.
“Desde o primeiro dia eu já me identifiquei com ele, já fui criando amor. Algumas pessoas têm receio no início, mas eu não tive. Ele é de guarda, proteção e faro, e sempre foi muito companheiro”, contou.

