OPINIÃO
Quando o aplauso se torna norma: banalidade do mal, mal radical kantiano e a renúncia inconsciente da militância ao juízo
À luz do pensamento de Hannah Arendt, especialmente tal como desenvolvido em Eichmann em Jerusalém, Um relato sobre a banalidade do mal (1963), torna-se intelectualmente inevitável reconhecer, com desconfortável lucidez, que a ausência contemporânea de empatia exibida por parcelas expressivas da militância política não constitui simples desvio moral episódico, mas antes um sintoma estrutural daquilo […]