Organização dos Estados Americanos (OEA). (Foto: Juan Manuel Herrera/OAS)
Organização dos Estados Americanos (OEA). (Foto: Juan Manuel Herrera/OAS)

Durante reunião de emergência convocada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) para debater a ação militar dos Estados Unidos na Venezuela e a prisão do presidente Nicolás Maduro, o embaixador norte-americano junto à organização, Leandro Rizzuto, afirmou que as reservas de petróleo venezuelanas não podem beneficiar adversários do Hemisfério Ocidental.

“Esta é nossa vizinhança, é onde vivemos. E não vamos permitir que a Venezuela se transforme em um hub de operações para o Irã, Rússia, Hezbollah, China e agências cubanas de inteligência que controlam o país. Não podemos continuar a ter a maior reserva de petróleo do mundo sob o controle de adversários do Hemisfério Ocidental”, disse o diplomata nesta terça-feira (6). Segundo ele, os lucros da atividade petrolífera não chegam à população venezuelana.

Na mesma reunião, Rizzuto reiterou que os Estados Unidos não realizaram uma invasão militar no país sul-americano. De acordo com o representante, a operação teve como objetivo cumprir uma ordem judicial contra Maduro e sua esposa, Cilia Flores. “Não foi uma interferência na democracia da Venezuela. Na verdade, a ação removeu o principal obstáculo para a democracia”, afirmou. Ele também pediu a libertação imediata de cerca de mil presos políticos.

Um dia antes, na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, os Estados Unidos negaram estar em guerra ou ocupar a Venezuela. O embaixador norte-americano na ONU, Michael Waltz, declarou que a ação teve caráter jurídico, e não militar. Segundo ele, tratou-se de “aplicação da lei, facilitada pelas Forças Armadas”.

A operação resultou na retirada de Maduro e de sua esposa do território venezuelanos. O presidente foi levado para Nova York, onde responde a acusações relacionadas a suposto envolvimento com tráfico internacional de drogas.

Na segunda-feira (5), o casal passou por audiência de custódia em um tribunal federal de Nova York. Maduro negou as acusações, declarou-se inocente e afirmou ser um “prisioneiro de guerra” e um “homem decente”. Ambos permanecem detidos em um presídio federal no bairro do Brooklyn.

*Com informações da Agência Brasil