O governo venezuelano também declarou uma semana de luto nacional em homenagem aos militares mortos (Foto Divulgação)
O governo venezuelano também declarou uma semana de luto nacional em homenagem aos militares mortos (Foto Divulgação)

Autoridades venezuelanas atualizaram os números de mortos entre os seus agentes de segurança após a operação militar dos Estados Unidos (EUA) que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro no último sábado (3).

Segundo dados oficiais, pelo menos 23 agentes de segurança venezuelanos foram mortos durante a ação, um aumento em relação às primeiras estimativas divulgadas nos dias seguintes. Ao mesmo tempo, o governo de Cuba confirmou a morte de 32 militares e policiais cubanos que atuavam junto às forças de segurança venezuelanas, elevando o total combinado de militares mortos para pelo menos 55.

A ofensiva, descrita pela administração norte-americana como uma operação para derrubar o regime de Maduro — cujo governo é amplamente criticado por organizações internacionais por práticas autoritárias e violações de direitos humanos — envolveu ataques coordenados em Caracas e em outras áreas estratégicas do país. As autoridades venezuelanas afirmaram que a equipe de segurança de Maduro foi alvejadas diretamente pelas forças dos EUA durante os confrontos.

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Apesar das listas divulgadas, ainda não há um balanço oficial consolidado sobre o número total de mortos, incluindo civis, nem sobre o número de feridos decorrentes da operação. Observadores e agências de notícias internacionais apontam que as discrepâncias entre as contagens refletem a dificuldade de obter dados precisos em meio ao contexto de conflito e à restrição de informações nas áreas afetadas.

O governo venezuelano também declarou uma semana de luto nacional em homenagem aos militares mortos, ao mesmo tempo em que descreve a ação americana como uma intervenção militar significativa no país. Autoridades norte-americanas, por sua vez, argumentaram que a operação foi justificada como parte de uma campanha mais ampla contra o narcotráfico e a corrupção associada ao governo de Maduro, e que seu objetivo era responsabilizar o presidente deposto por acusações de narcoterrorismo em tribunais dos EUA.