
A venda de motocicletas no Brasil atingiu em 2025 o maior volume registrado desde 2003, consolidando um dos melhores momentos da história do setor. Ao todo, foram comercializadas 2.197.851 unidades no país, um crescimento de 17,1% em relação a 2024, quando o mercado vendeu 1.876.427 motocicletas.
De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (15) pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), 2025 superou marcas históricas importantes. O segundo melhor ano de vendas foi 2011, com 1.940.543 unidades, seguido por 2008, que registrou 1.925.558 motocicletas comercializadas.
Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Bento, o resultado reflete mudanças no perfil de consumo e nas necessidades de deslocamento da população. “O desempenho do setor reflete a demanda aquecida por veículos de duas rodas, impulsionada principalmente pela mobilidade urbana e pelo uso profissional”, afirma.
A produção também acompanhou o ritmo de crescimento do mercado. No ano passado, 1.980.538 motocicletas foram fabricadas nas linhas de montagem das indústrias instaladas no Polo Industrial de Manaus, volume 13,3% superior ao de 2024. Esse foi o melhor desempenho produtivo desde 2011 e o terceiro maior da história da indústria motociclística nacional desde 2003.
No comércio exterior, as exportações encerraram 2025 com 43.117 motocicletas embarcadas, alta de 39,1% na comparação com o ano anterior, reforçando a presença do produto brasileiro em mercados internacionais.
Projeções para 2026
Para 2026, a Abraciclo projeta continuidade do crescimento, embora em ritmo mais moderado. A estimativa é que a produção alcance cerca de 2.070.000 motocicletas, o que representa aumento de 4,5% em relação ao volume fabricado em 2025.
As vendas no mercado interno devem chegar a 2.300.000 unidades neste ano, avanço de 4,6% na comparação com o resultado do ano passado. Já as exportações têm previsão de atingir 45.000 motocicletas, crescimento estimado de 4,4%.
“As projeções indicam o crescimento consolidado do segmento no Brasil e reforçam o papel estratégico do Polo Industrial de Manaus, o maior polo de produção de duas rodas fora do eixo asiático”, destaca Marcos Bento.