Monte Roraima
O gol ´´fantasma´´ validado pela equipe de arbitragem. (Foto: Reprodução/CazéTV)

Em uma partida marcada pela polêmica, o Monte Roraima Futebol Clube foi derrotado pelo Palmeiras por 4 a 2 na noite desta segunda-feira, 05, pela primeira rodada do Grupo 27 da Copa São Paulo de Futebol Júnior. No entanto, o placar ficou em segundo plano após uma série de lances contestados pela equipe roraimense, que culminou na publicação de uma “Nota Oficial de Repúdio” na manhã desta terça-feira (06/01).

No documento o clube manifesta “profundo e veemente repúdio à atuação da equipe de arbitragem” e lista dois lances específicos que, segundo a direção, foram decisivos para o resultado.

Os lances contestados

O primeiro ponto crítico apontado pelo MRF ocorreu aos 12 minutos do segundo tempo, com o jogo empatado em 1 a 1. O clube afirma que o atacante do Palmeiras, Fábio, utilizou o braço para dominar a bola antes de finalizar para o gol. O árbitro validou, o que colocou o time paulista novamente à frente no placar.

O segundo e mais absurdo veio aos 30 minutos da etapa final. Após o Monte Roraima marcar seu segundo gol e diminuir a vantagem para 3 a 2, a arbitragem, segundo a nota, validou um “gol fantasma” do palmeirense Arthur. A bola teria batido no travessão e, para a equipe roraimense, “claramente não cruzou a linha”. O gol foi dado, fazendo assim com que o Palmeiras abrisse dois gols de vantagem no placar.

Em entrevista após a partida, o técnico do Monte Roraima, Cadu Castilho, corroborou as críticas e detalhou o impacto dos lances no ímpeto da equipe.

“Infelizmente a arbitragem pecou um pouco, um gol que a bola bateu na mão bem duvidoso e o outro chute que a bola bateu no travessão claramente não foi gol e o bandeira… muito convicto, marcou e acabou tirando a gente do jogo”, afirmou Cadu.

O treinador destacou o momento crítico da partida: “A gente tinha acabado de diminuir o placar, pode até ser que a gente não conquistasse o empate, mas com certeza a gente teria um ímpeto maior pra buscar. Mas a gente sai de cabeça erguida, foi um grande jogo, o Palmeiras hoje é a melhor base do Brasil, a gente tem que valorizar isso, mas eu tenho certeza que a gente impôs respeito e a gente sai daqui de cabeça erguida.”

O Monte Roraima postou, atráves do instagram oficial do clube, os lances polêmicos:

Nota do Monte Roraima

Na nota, o Monte Roraima reconhece a “estatura do adversário”, mas argumenta que a “abissal diferença de investimento e estrutura entre os clubes não pode, sob hipótese alguma, ser acentuada por erros de arbitragem”. O texto defende que o campo “deve ser o espaço da neutralidade, onde o esforço e a técnica prevaleçam”.

O clube, que enfrenta uma logística complexa por sua localização geográfica e mantém os atletas longe das famílias para a preparação, classifica os erros como “gritantes” e afirma que eles “invalidaram” seu trabalho. “Estes erros foram decisivos para o resultado final de 4 a 2 e ferem de morte a credibilidade da competição”, diz um trecho.

A nota conclui exigindo “o afastamento imediato do trio de arbitragem e uma postura rigorosa da Federação Paulista de Futebol”. O MRF, que opera como uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF), declara não aceitar que “o amadorismo ou a parcialidade destruam o planejamento de uma SAF que busca profissionalizar o futebol roraimense”.