
Nesta terça-feira (13), completa um ano desde que o presidente Lula sancionou a Lei que limita o uso de celulares no ambiente escolar. Desde essa data, está proibido o uso dos aparelhos dentro das salas de aula, nos intervalos ou recreios. Para entender quais foram os resultados vistos nas escolas nesse um ano, conversamos com estudantes de uma gestora sobre o assunto.
Gestora avalia resultado positivo
A geração Z está conectada a todo momento e em diversos lugares, com a facilidade que a tecnologia disponibilizou ao longo dos anos: estar com o celular em mãos é um hábito, que pode ser observado em diversas idades – não só na adolescência.
Para Rozmeri Binsfeld, diretora da escola estadual Monteiro Lobato, no centro de Boa Vista, o processo de adaptação dos estudantes foi um grande desafio principalmente por conta da pandemia de Covid-19, em 2020. Isso porque as aulas online teriam acostumado os alunos a conciliar a escola com aparelhos eletrônicos, o que presencialmente pode atrapalhar o aprendizado dos alunos.
Não é fácil lidar com adolescente em relação ao acesso ao celular, e aqui na escola não foi diferente. E o celular deixava o aluno totalmente alheio à escola, porque eu estou de corpo físico aqui, mas eu não estou na escola, porque ou eu estou no joguinho ou eu estou na rede social. Então, essa lei de proibição faz com que o aluno se sinta parte da escola.”
O que pensam os alunos?
Para o estudante Hugo Henrique Moizinho, de 16 anos, deixar o celular de lado não foi um esforço tão grande, mas rapidamente já foi possível observar os resultados não só em relação às aulas, mas também na interação com os colegas de classe.
“Mesmo não tendo amplo uso de celular, acredito que minha atenção melhorou consideravelmente por ser uma “distração” a menos durante os estudos, com relação a iteração com colegas, essa ficou bem mais recorrente, criando um ambiente mais saudável de interação social e troca de conhecimentos, o que observando o macro, possibilitou uma melhor absorção de conteúdos acadêmicos e uma melhora na convivência com todos que compõem o ambiente escolar“
Para Victória Braga, 16, a interação com os colegas nunca foi um problema, mas o período distante das telas deu um reforço importante na hora de prestar atenção no conteúdo ensinado pelos professores.
No início [foi difícil] sim, um pouco. Mas depois ficou bem tranquilo e até melhor de me concentrar.
Parecia bem pior do que realmente foi, mas de certa forma, não ter um celular do lado do meu caderno ajudou bastante a prestar realmente atenção nas aulas. A atenção, e até mesmo a ansiedade com os horários passou um pouco.
Perspectivas para 2026
A Lei segue em vigor neste ano letivo. Embora o uso pedagógico seja permitido em locais controlados, como laboratórios de informática, a regra geral restringe o manuseio dos aparelhos para que os estudantes mantenham o foco nas atividades e nas explicações dos professores.
Para o ano de 2026, a escola planeja intensificar essa política para um regime de 100% de ausência dos aparelhos, utilizando caixas trancadas para guardar os celulares durante todo o período das aulas


“Este ano, a gente vai ser 100% sem celular. A gente até mandou fazer uma caixinha… onde o aluno vai entrar na sala de aula, ele vai colocar o celular nessa caixa, o assistente de aluno vai trancar a caixa e ele só vai receber o celular no momento que a aula terminar“, completou a gestora.
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