
A educação de crianças e jovens tem ganhado ainda mais espaço nos centros educacionais nos últimos anos. Segundo os especialistas, as competências básicas, como leitura, escrita e raciocínio lógico, deixou de ser um diferencial e passou a ser uma necessidade para o desenvolvimento acadêmico.
Em Boa Vista, a busca por cursos de preparo com disciplinas de Português, Matemática e Inglês reflete uma preocupação crescente das famílias em garantir uma base sólida de aprendizagem desde a infância.
Para o vice-presidente do Kumon da América do Sul, Júlio Segala, o domínio dessas áreas é essencial para que os estudantes consigam acompanhar os desafios do mundo atual. Segundo ele, a língua portuguesa é o ponto de partida para o aprendizado, pois permite ao aluno compreender conteúdos, interpretar informações e construir pensamento crítico.
“É muito importante para uma pessoa ter auto habilidade para ler, interpretar, fazer uma síntese em uma velocidade mais rápida. Quando o estudante desenvolve leitura e interpretação, ele ganha autonomia para buscar conhecimento”, afirma.

Julio aponta que dificuldades em interpretação de texto impactam o desempenho em todas as áreas do conhecimento, da matemática à história, além de influenciar o acesso ao ensino superior e ao mercado de trabalho.
“É muito difícil, por exemplo, você estudar história se tu tem baixa capacidade de leitura e interpretação. Pode até ter acesso a livros e sites, mas não consegue dizer o que isso pode dizer, transmitir, fazer análises do que está sendo dito. Essas habilidades, são cada vez mais essenciais em um contexto de excesso de informação e circulação de fake news”, enfatizou.
A Matemática também aparece como uma das prioridades educacionais, por estruturar o raciocínio e sustentar diversas áreas do conhecimento “A matemática é a base de toda a ciência”. Já o inglês, de acordo com Julio, deixou de ser um diferencial competitivo e se tornou uma habilidade básica, diante do acesso global à informação, da internet e das relações cada vez mais conectadas.
“Dá habilidade para a pessoa conhecer o mundo. Ter habilidade da sua língua pátria mais inglês não é não ter fronteiras, é ter acesso a todas as informações disponíveis, isso abre os horizontes e faz com que a pessoa tenha grandes oportunidades. Com o mundo conectado, ele passou a ser algo essencial para estudar, trabalhar e se informar”, avalia Segala.
Educação contínua
Além do conteúdo, Julio destaca que a base sólida da educação é importante para desenvolver nos estudantes a capacidade de aprender de forma contínua. Com o avanço tecnológico e a rápida renovação do conhecimento, a educação não se encerra na escola ou na universidade.
Segundo ele, os centros educacionais estimulam a autonomia nos estudos e contribuem para o desenvolvimento de disciplina, organização e independência intelectual, habilidades consideradas fundamentais para a vida acadêmica e profissional.
“Isso desenvolve uma característica muito forte de auto didatismo nas crianças, nas pessoas, e quem tem isso pode passar a vida toda estudando. Porque o conhecimento é muito volátil e tem validade curta. Com o avanço tecnológico e a IA, temos que estar sempre estudando e buscando coisas novas”, disse.
Papel das famílias
A crescente procura por apoio educacional também reflete o envolvimento das famílias no processo de aprendizagem. Para o especialista, o acompanhamento dos pais e a valorização da educação desde cedo são fatores decisivos para o desenvolvimento dos estudantes.
“Preparar crianças e jovens para a vida passa e oferecer uma base educacional sólida, permite que eles façam escolhas mais conscientes e estejam preparados para diferentes caminhos”, conclui.