Relação comercial

Embargo da Venezuela às mercadorias de RR é pontual, diz presidente

Eduardo Streich informou à FolhaBV que já enviou correspondência ao governo venezuelano para que pudessem planejar e alinhar uma solução aos dois mercados

Empresários realizaram protesto em Pacaraima contra restrição da Venezuela a produtos brasileiros
Empresários realizaram protesto em Pacaraima contra restrição da Venezuela a produtos brasileiros (Foto: Divulgação)

O presidente da Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria do Estado de Roraima, Eduardo Streich, afirmou que os recentes embargos à algumas mercadorias do estado é pontual. A fala do responsável pela relação comercial entre o estado-país foi dada em entrevista à FolhaBV.

De acordo com Streich, o embargo às carnes e frios que foi divulgado por empresários nos últimos dias foi algo específico para a categoria de produtos e algumas empresas. A ação também foi vista como reação de cuidado do comércio venezuelano.

“O problema que nós estamos atravessando hoje é um problema pontual. A indústria nacional venezuelana se sentiu pressionada pela quantidade de produtos brasileiros que estavam entrando. A ação é para que ela também possa escoar os seus produtos”, explicou o presidente.

Streich informou que já enviou correspondência ao governo venezuelano para que pudessem planejar e alinhar uma solução aos dois mercados, de forma conjunta. Esta reunião estaria prevista para ocorrer entre final de junho e início de julho.

Eduardo Streich é presidente da Câmara Câmara Venezuelana Brasileira de Comércio e Indústria do Estado de Roraima. (Foto: Wenderson Cabral/ FolhaBV)

Uma das ideias pensadas pelo presidente e Câmara é que os comércios definissem períodos de escoamento para cada país. “Durante o período que a indústria venezuelana fosse colocar seus produtos no mercado, a quantidade de produtos exportados pelas empresas de Roraima diminuiria até uma certa quantidade”, disse.

Conforme Streich, atualmente, Roraima exporta, aproximadamente, 350 carretas para o país fronteiriço. Se acordado a sazonalidade, a exportação reduziria para 200 carretas em um período.

“Nós temos que encontrar soluções conjuntas que sejam, primeiramente, benéficas para ambos países. E, uma coisa é certa: as empresas de Roraima não são concorrentes com as empresas venezuelanas, não são concorrentes com a indústria venezuelana. Nós somos complementares, porque a demanda do povo é muito maior do que a capacidade, tanto de produção da indústria venezuelana, quanto da nossa capacidade de comprar na indústria brasileira e fazer a exportação para eles”,

reforçou o presidente, que presa pela boa relação entre os países.

Itamaraty

Eduardo Streich informou que não está a par da manifestação do Ministério das Relações Exteriores para esta situação com a Venezuela. No entanto, disse estar disposto a auxiliar no fornecimento de informações e disponibilidade de diálogos com o setor Venezuela, Guiana e Suriname.