Na mínima do pregão, o dólar bateu R$ 5,1713. (Foto: Tirza Perim)
Na mínima do pregão, o dólar bateu R$ 5,1713. (Foto: Tirza Perim)

O dólar encerrou esta quarta-feira (28) praticamente estável frente ao real, cotado a R$ 5,2066. A moeda chegou a cair pela manhã, rompendo o piso de R$ 5,20, mas recuperou parte do valor ao longo do dia com ajustes do mercado e repercussão das decisões de política monetária nos Estados Unidos.

Na mínima do pregão, o dólar bateu R$ 5,1713, movimento associado à queda da moeda americana no exterior e a ajustes técnicos. Já à tarde, após o Federal Reserve (Fed) manter os juros no intervalo entre 3,50% e 3,75%, a divisa chegou à máxima de R$ 5,2249.

Apesar disso, o dólar voltou a perder força no fim do dia, acompanhando o cenário externo, e fechou no zero a zero. O resultado mantém a moeda no menor patamar de fechamento desde 28 de maio de 2024.

Enfraquecimento do dólar?

No acumulado, o dólar recua 1,51% na semana e 5,14% em janeiro. Em 2025, a queda já chega a 11,18%, o maior recuo anual desde 2016. O real tem o melhor desempenho entre as moedas da América Latina neste início de ano.

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Especialistas apontam que a valorização do real está ligada ao enfraquecimento global do dólar, alimentado por incertezas sobre a política econômica dos EUA, dúvidas sobre o futuro comando do Fed e pela migração de investidores para outros mercados. O Brasil também se beneficia do diferencial de juros e da alta das commodities.

No cenário interno, o mercado aguarda a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), com expectativa de manutenção da taxa básica em 15% ao ano. O foco está no comunicado, que pode sinalizar quando os juros começarão a cair.

Ouro e prata disparam no mercado internacional

Enquanto o dólar perdeu força globalmente, os metais preciosos avançaram forte. O ouro subiu 4,35% e fechou em US$ 5.303,60 por onça-troy, novo recorde histórico. Já a prata teve alta ainda mais intensa, de 7,15%, encerrando cotada a US$ 113,53 por onça-troy.

A valorização reflete a busca por proteção diante das incertezas econômicas e geopolíticas, além da expectativa de juros mais baixos nos Estados Unidos.