Banco Central. (Foto: Reprodução/Internet).
Banco Central. (Foto: Reprodução/Internet).

O Banco Central (BC) decretou nesta quarta-feira (21) a liquidação extrajudicial da Will Financeira S.A. (Will Bank). A instituição integra o conglomerado do Banco Master, que já havia sido liquidado pela autoridade monetária em novembro de 2025 e operava sob Regime Especial de Administração Temporária (RAET).

Motivo da liquidação:

A decisão foi tomada após o Will Bank descumprir obrigações financeiras com a bandeira Mastercard Brasil, gerando um bloqueio operacional que impedia o funcionamento de seus cartões e serviços de pagamento.

Segundo o BC, a liquidação tornou-se o único caminho devido ao comprometimento da situação econômico-financeira, à insolvência e ao vínculo direto com o Banco Master.

Entenda a fraude de R$ 11,5 bilhões

As investigações apontam que o colapso do grupo foi acelerado por um modelo de negócio de alto risco liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. O Banco Master atraía investidores com CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) de rentabilidade acima do mercado, mas utilizava o capital em operações fraudulentas.

Estima-se que cerca de R$ 11,5 bilhões foram desviados entre 2023 e 2024 por meio de triangulações. O banco emprestava dinheiro a empresas de fachada que, por sua vez, aplicavam os recursos em fundos da gestora Reag Investimentos. Esses fundos eram usados para comprar ativos sem valor real, como certificado do extinto Besc (Banco Estadual de Santa Catarina), inflando artificialmente o balanço do grupo.

Com a liquidação, o BC determinou a indisponibilidade dos bens de todos os ex-administradores para garantir o ressarcimento de credores e investidores lesados pelo esquema.

Em casos de liquidação, depósitos em conta corrente e investimentos como CDB são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), respeitando o limite de até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira.

Com informações da Agência Brasil / Banco Central.