
A Pesquisa CNT de Rodovias 2025 concluiu que mais da metade das rodovias de Roraima está em condição regular, enquanto quase um quarto apresenta situação ruim ou péssima.
O levantamento avaliou 1.159 quilômetros no Estado e mostra desafios que impactam o transporte, a economia e a segurança viária. O estudo foi realizado ao longo de 2025 e analisou rodovias federais e os principais trechos estaduais pavimentados.
Em Roraima, a única rodovia avaliada como boa foi a BR-401, que liga Boa Vista a Bonfim. As BRs 174 (Pacaraima-Manaus), 210 (Sul do Estado) e 432 (Cantá-Caracaraí) foram consideradas regulares.
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No geral, apenas 0,3% da malha roraimense recebeu classificação ótima no estado geral, enquanto 26,1% foram consideradas boas. Já 51,4% ficaram como regulares, 10,8% ruins e 11,4% péssimas.
Quando o foco é o pavimento, Do total avaliado, 27% estão em ótimo estado e 13,1% em bom. Por outro lado, 34% seguem como regulares, 9,3% ruins e 16,6% péssimos. Além disso, 1,6% da malha tem o pavimento totalmente destruído.
A sinalização é um dos pontos mais críticos. Apenas 0,3% dos trechos receberam nota ótima e 16% foram avaliados como bons. Em contrapartida, 42,8% estão regulares, 19,3% ruins e 21,6% péssimos. O levantamento mostra ainda que 11% das rodovias não têm faixa central e 26,3% não contam com faixas laterais.
Já a geometria da via, que avalia o traçado, apresenta desempenho melhor em Roraima do que em outros quesitos. Segundo a CNT, 18,7% dos trechos são ótimos e 33,5% bons. Mesmo assim, 28,2% seguem regulares, 11,8% ruins e 7,8% péssimos. Quase toda a malha é de pista simples e 22,3% não possuem acostamento.
A pesquisa identificou 231 pontos críticos nas rodovias roraimenses, locais com maior risco de acidentes ou problemas graves de infraestrutura. Além disso, 21,3% dos trechos com curvas perigosas não têm sinalização adequada.
Os impactos econômicos também chamam atenção. As más condições das estradas elevam em 37,7% o custo operacional do transporte em Roraima. Em 2024, os acidentes geraram prejuízo de R$ 48,71 milhões, enquanto o gasto público com obras rodoviárias foi de R$ 13,68 milhões no mesmo período.
Para recuperar e manter as rodovias do Estado, a CNT estima que sejam necessários R$ 935,75 milhões em investimentos. Em 2025, do total de R$ 14,34 milhões autorizados para infraestrutura rodoviária em Roraima, R$ 10,36 milhões foram efetivamente investidos até novembro, o equivalente a 72,2%.
O levantamento também aponta impactos ambientais. Em razão da má qualidade do pavimento, houve consumo excessivo estimado de 12,5 milhões de litros de diesel em 2025. Isso gerou prejuízo de R$ 71,84 milhões aos transportadores e a emissão de 33,03 mil toneladas de gases de efeito estufa.
Na comparação regional, Roraima apresenta situação melhor que a média da região Norte em alguns aspectos, como geometria da via e custo operacional. Ainda assim, o Estado segue abaixo da média nacional, principalmente em sinalização e estado geral das rodovias.
No Brasil, a pesquisa avaliou mais de 114 mil quilômetros. Desse total, 10,1% foram considerados ótimos e 27,8% bons no estado geral. Já na região Norte, apenas 1,1% alcançaram nota ótima, enquanto mais de 32% foram classificados como ruins ou péssimos.
Entre as rodovias citadas pela CNT no ranking nacional, trechos do Sudeste e do Sul aparecem entre os melhores avaliados. Já estradas da região Norte, incluindo vias do Acre e do Amazonas, concentram algumas das piores condições do País.