PARA EVITAR BLECAUTES

Linhão Manaus–Boa Vista inicia testes em setembro com operação mista; saiba como vai funcionar

Medida busca evitar blecautes caso ocorram falhas na conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN)

A obra, conduzida pela concessionária Transnorte Energia, enfrentou mais de dez anos de desafios, incluindo licenciamento ambiental e negociações com comunidades indígenas, principalmente na travessia da Terra Indígena Waimiri Atroari. (Foto: Divulgação)
A obra, conduzida pela concessionária Transnorte Energia, enfrentou mais de dez anos de desafios, incluindo licenciamento ambiental e negociações com comunidades indígenas, principalmente na travessia da Terra Indígena Waimiri Atroari. (Foto: Divulgação)

Após a confirmação do início dos testes do Linhão Manaus–Boa Vista, marcada para 8 de setembro, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) definiu como será a operação da linha: mista.

Na prática, isso significa que a linha atenderá 55% da demanda de Roraima, enquanto os 45% restantes continuarão sendo supridos pelas termelétricas locais. A medida busca evitar blecautes caso ocorram falhas na conexão com o Sistema Interligado Nacional (SIN).

“Entendemos de extrema importância a conclusão das obras de interligação, que certamente irá melhorar o suprimento à Roraima”, destacou a Roraima Energia em nota.

O gerente regional do Sistema de Geração, Frederick Lins, afirmou que a operação mista é fundamental para garantir segurança elétrica ao estado. “Nos próximos meses, monitoraremos de perto a integração com o SIN, para que Roraima possa depender cada vez menos de termelétricas”, disse.

A obra, conduzida pela concessionária Transnorte Energia, enfrentou mais de dez anos de desafios, incluindo licenciamento ambiental e negociações com comunidades indígenas, principalmente na travessia da Terra Indígena Waimiri Atroari. Com 724 km de extensão, o linhão conecta três subestações: Lechuga (AM), Equador e Boa Vista (RR), e deve reduzir gradualmente a dependência de combustíveis fósseis que atualmente mantém o estado em operação.

A linha de transmissão de 500 kV representa um marco histórico para Roraima, o único estado brasileiro ainda isolado do Sistema Interligado Nacional (SIN), e deve contribuir para maior segurança e confiabilidade no fornecimento de energia.

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Atualmente, Roraima consome cerca de 2 caminhões de diesel e 22 de gás por dia para manter suas termelétricas funcionando.

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