
Uma gestante de 43 anos, moradora da Vila do Apiaú, no município de Mucajaí, relatou dificuldades para conseguir atendimento médico no Centro de Referência da Mulher, em Boa Vista. Ela apresenta hipertensão arterial e diabetes gestacional e está no nono mês de gravidez.
Segundo o relato, a paciente afirma estar tentando, desde dezembro de 2025, agendar consulta médica para avaliação obstétrica, sem sucesso. De acordo com ela, o encaminhamento para o Centro de Referência foi feito desde o início da gestação, mas o acompanhamento tem sido irregular, especialmente nos últimos meses.
A gestante informou que compareceu presencialmente à unidade, onde recebeu a orientação de que os agendamentos são realizados exclusivamente por telefone ou aplicativo de mensagens. No entanto, mesmo após diversas tentativas, ela afirma não ter obtido retorno da equipe responsável.
Ainda conforme o relato, em dezembro a consulta não ocorreu devido ao período de férias do médico obstetra. Na ocasião, a paciente foi orientada a retomar o contato a partir do dia 15 de janeiro. Desde então, segundo ela, mensagens foram enviadas nos dias 6, 15, 19 de janeiro e novamente nesta semana, sem resposta.
A paciente destacou que a situação gera preocupação, principalmente por se tratar de uma gravidez de alto risco, já que a diabetes gestacional pode provocar crescimento acelerado do bebê. Ela afirma estar com exames realizados desde dezembro, aguardando avaliação médica, sem saber o estado de saúde do feto.
Moradora do interior, a paciente relatou que precisa se deslocar até Boa Vista para tentar resolver a situação, o que dificulta ainda mais o acompanhamento pré-natal. Segundo ela, além da distância, a falta de informações e de retorno por parte da unidade de saúde agrava o problema.
Em resposta enviada à paciente, o Centro de Referência da Mulher informou que, no momento, não há vagas disponíveis para médico obstetra e que o profissional responsável encontra-se de férias, orientando o envio de nova mensagem a partir de 15 de janeiro, com a solicitação sujeita a retorno posterior.
O que diz a Sesau
A reportagem entrou em contato com a Secretaria de Saúde do Estado de Roraima (Sesau) e com o Centro de Referência da Mulher para solicitar posicionamento sobre o caso. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno das instituições. O espaço segue aberto.
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