Foto: Bruno Mancinelle / Casa de Governo
Foto: Bruno Mancinelle / Casa de Governo

O garimpo ativo na Terra Indígena Yanomami teve redução de 98,77% entre março de 2024 e janeiro de 2026, segundo dados apresentados pelo Governo Federal com base no monitoramento do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam). A retração teria impactado diretamente a estrutura econômica da atividade ilegal, com prejuízos estimados em mais de R$ 642 milhões.

Os dados fazem parte de um balanço divulgado nessa segunda-feira (19), que apontam que a área ocupada pela atividade ilegal caiu de cerca de 4.570 hectares, no período de maior pressão em 2024, para 56,13 hectares ao final de 2025. Cerca de 9 mil ações contínuas e integradas, coordenadas pela Casa de Governo em Roraima, teriam sido realizadas para a redução.

Como resultado dessas ações, foram inutilizadas 45 aeronaves, 77 pistas de pouso clandestinas e 762 acampamentos ilegais, além da apreensão de combustíveis, motores, embarcações e outros equipamentos empregados na atividade ilegal.

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De acordo como o governo, o cerco às rotas de acesso foi intensificado em áreas estratégicas, como a região do rio Uraricoera, historicamente utilizada como corredor de entrada para o território indígena. Nessas áreas, a presença permanente das forças de segurança reduziu a circulação de garimpeiros.

Apreensão de ouro e mercúrio

No acumulado de 2024 e 2025, foram apreendidos 249 quilos de ouro em Roraima, sendo cerca de 213 quilos apenas em 2025. Também houve apreensão de 232 quilos de mercúrio, material utilizado para a atividade ilegal e associado à contaminação ambiental na Terra Yanomami.