Cotidiano

Funcionários de empresa terceirizada denunciam atrasos salariais

Além dos pagamentos pendentes, eles denunciam constantes ameaças de demissão

Na tarde ontem, 16, Funcionários de uma empresa que presta serviços ao Hospital Sul Ottomar de Souza Pinto, em Rorainópolis, região Sul do Estado, procuraram a FolhaWeb para reclamar dos constantes atrasos de salários por parte da empresa União Comércio e serviços (UCS).

Conforme eles, a empresa atrasou o pagamento com frenquencia. Em algumas situações, os atrasos chegam a representar três meses de trabalho, e quando a terceirizada efetua algum tipo de pagamento, o repasse é de apenas um mês, o que vem gerando indignação por parte dos contratados.

“Trabalhamos com salários atrasados sempre, e quando tentamos contato com os responsáveis pela empresa, não temos retorno. Somos pais família e precisamos nos manter de alguma forma”, relatou um funcionário que não quis se identificar.

Outro trabalhador relatou ainda que a empresa ainda não repassou o valor da primeira parcela do décimo terceiro salário aos funcionários, que as condições de trabalho no hospital são degradantes e que constantemente sofrem ameaças de demissão.

“Por várias vezes fomos ameaçados, que se procurássemos nossos direitos seríamos demitidos e por isso continuamos trabalhando com essas condições”, desabafou.

              

O OUTRO LADO

À FolhaWeb, a empresa União Comércio e serviços (UCS) disse ter conhecimento dos constantes atrasos salariais, mas que vem tomando as devidas providências. Ela justificou que os salários dos contratados devido a dependência de repasse de verbas por parte do Governo do Estado.

A empresa informou ainda ter até o dia 20 de Novembro a obrigação legal para efetuar o pagamento da primeira parcela do 13º salário ou até o dia 20 de Dezembro para repassar o valor integral da bonificação aos funcionários.

Com relação às condições de trabalho, a empresa negou que os funcionários exergem suas funções em ambiente degradante e afirmou cumprir todas as exigências previstas pela Lei e pela Secretaria Estadual de Saúde (Sesau). Com informações do repórter Jefter Reis.

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