Cotidiano

Estudo aponta Roraima como Estado com a maior solidez fiscal do Brasil

Conforme os dados, Roraima avançou 12 posições em relação ao Ranking de Competitividade divulgado no ano passado

Estudo do “Ranking de Competitividade 2016”, feito pelo Centro de Liderança Pública, em parceria com a Tendências Consultoria e a Economist Intelligence Group, aponta o Estado de Roraima como campeão em solidez fiscal este ano, na frente do Pará e Mato Grosso do Sul. A pesquisa foi publicada esta semana e revela dados nacionais. Roraima avançou 12 posições no ranking em relação ao ano passado.

O grau de solidez indica a qualidade na gestão das contas públicas e avalia os estados com base nos seguintes indicadores: capacidade de investimento, resultado nominal, solvência fiscal, sucesso da execução orçamentária, autonomia fiscal e resultado primário.

“Apesar dessa dificuldade momentânea de honrar compromissos financeiros, em decorrência da crise econômica e das perdas nos repasses do FPE (Fundo de Participação dos Estados), estamos atentos ao equilíbrio fiscal. Esse estudo reconhece a seriedade na condução da política econômica e a qualidade dos nossos técnicos na gestão dos recursos públicos”, disse a governadora Suely Campos.

Segundo ela, alguns aspectos foram fundamentais para a obtenção desse resultado, como o aumento da arrecadação própria de ICMS, o superávit previdenciário do Instituto de Previdências de Roraima (Iper), o gasto com pessoal dentro dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal, assim como o pagamento dos empréstimos contraídos na gestão passada.

“O governo aperfeiçoou o trabalho da Secretaria da Fazenda e o resultado foi o aumento da arrecadação, que melhora muito a avaliação fiscal. Infelizmente, esse ganho com a receita própria pouco influencia no montante disponível para o custeio da máquina e para o repasse do duodécimo aos poderes, porque apenas 20% do nosso orçamento provêm dessa fonte de recursos. Ou seja, o aumento da arrecadação é bom para a solidez fiscal, mas não cobre o déficit causado pelas perdas do FPE”, explicou Suely.

Roraima depende de 80% de repasses da União, por meio do FPE, e os demais 20% são receita do ICMS. “Essa pesquisa demonstra que Roraima foi o Estado que melhor soube administrar suas finanças nesse momento em que todas as unidades da federação atravessam a maior crise financeira brasileira. Mesmo com a perda de recursos, estamos fazendo o que é certo, o que é correto. Vamos vencer essa crise e vamos continuar investindo na saúde, na educação, na segurança e garantindo a execução dos programas sociais”, afirmou.

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