Cotidiano

Estabelecimentos que vendem agrotóxicos passam por fiscalização

Os fiscais responsáveis pela operação estão visitando estabelecimentos comerciais de Boa Vista para ajustar a atividade

O Núcleo de Agrotóxicos da Aderr (Agência de Defesa Agropecuária) está realizando ações de fiscalização do comércio, armazenamento de agrotóxicos e afins. Os fiscais responsáveis pela operação estão visitando estabelecimentos comerciais de Boa Vista para ajustar a atividade, visando maior segurança para a população e produtores rurais.

Conforme o chefe do núcleo, Carlos Terossi, a realização das vistorias nas revendas registradas junto à Aderr e em estabelecimentos comerciais que possam estar comercializando os produtos sem o registro é uma ação que é feita com regularidade para evitar o descontrole no comércio de agrotóxicos.

Durante as fiscalizações, são observados a validade do registro junto à Aderr, o armazenamento do estoque de produtos em depósitos, a exposição dos produtos para a comercialização, validade dos produtos expostos à venda e a possível comercialização de produtos fracionados ou ilegais.

Atualmente, o Núcleo de Agrotóxico da Aderr tem cadastrado cerca de mil produtos, que são comercializados em 25 revendas em todo o Estado. São inseticidas, herbicidas e fungicidas, que só podem ser comprados nas lojas com a receita agronômica.

Multas podem chegar a R$ 40 mil

Deixar de expor o certificado de registro ou fracionar um produto para a obtenção de mais lucro, dentre outras faltas, pode gerar multas ‘salgadas’ para o bolso do comerciante. São valores que vão de R$ 300,00 a R$ 40 mil, dependendo da infração cometida.

As fiscalizações nas revendas são realizadas em cumprimento ao estabelecido na Lei Estadual nº 881, de 21 de dezembro de 2012, visando a regulamentação na comercialização dos produtos. “Este trabalho é importante, porque a gente acaba conhecendo todo o universo de agrotóxicos que estão sendo comercializados em Roraima”, disse Terossi.

Ele destacou também que a fiscalização organiza a venda de forma a atender a comercialização e proteger a população, porque o alimento vai chegar à mesa das famílias sem resíduos, garantindo uma alimentação segura. De acordo com as normas de proteção, o produtor rural precisa ter cuidado durante o preparo e aplicação de produtos fitossanitários, como:

= evitar a contaminação ambiental – preservar a natureza;

= utilizar EPI (equipamento de proteção individual), como macacão de PVC, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores e, em caso de contaminação, substituí-los imediatamente;

= não trabalhar sozinho quando manusear produtos tóxicos.

= não permitir a presença de crianças e pessoas estranhas ao local de trabalho;

= preparar o produto em local fresco e ventilado, nunca ficando à frente do vento;

= ler atentamente e seguir as instruções e recomendações indicadas no rótulo dos produtos;

= evitar inalação, respingo e contato com os produtos;

= não beber, comer ou fumar durante o manuseio e a aplicação dos tratamentos;

= preparar somente a quantidade de calda necessária à aplicação a ser consumida numa mesma jornada de trabalho;

= aplicar sempre as doses recomendadas:

= evitar pulverizar nas horas quentes do dia, contra o vento e em dias de vento forte ou chuvosos;

= não aplicar produtos próximos a fontes de água, riachos, lagos, etc;

= não desentupir bicos, orifícios, válvulas, tubulações com a boca;

= guardar os produtos em embalagens bem fechadas em locais seguros, fora do alcance de crianças e animais domésticos e afastados de alimentos ou ração animal;

= mantenha o produto em sua embalagem original;

= não reutilizar embalagens vazias.