Especialista explica porque Roraima terá reajuste na energia mesmo após integrar o SIN

O recente reajuste médio de 24,13% na tarifa de energia de Roraima foi pauta no progarma Agenda da Semana nesse domingo (1), na Folha FM 100.3. Para a engenheira eletricista Conceição Escobar, o aumento reflete uma realidade técnica que mudou a partr do momento que o estado integrou o sistema nacional.

Ela explicou que a interligação ao Sistema Integrado Nacional (SIN) alterou a forma como a conta é calculada. Segundo ela, o estado deixou de receber subsídios que barateavam a operação local.

“Roraima deixou de ser sistema isolado. Quando você é sistema isolado, você tem um benefício chamado CCC (Conta de Consumo de Combustível), que todos os consumidores do Brasil pagam para que a nossa energia seja mais barata. Ao interligar, esse benefício deixa de existir”, esclareceu a engenheira.

Além da perda do subsídio, Escobar destacou que o custo de trazer energia de longas distâncias impacta diretamente no preço final.

A engenheira também pontuou que o reajuste varia conforme a categoria de consumo. Enquanto o setor residencial (Grupo B) teve uma alta de aproximadamente 22%, o setor industrial (Grupo A) sofreu um impacto maior, chegando a quase 28%.

Outro fator determinante é que Roraima ainda não depende exclusivamente do SIN. Para evitar apagões em caso de falhas na linha de transmissão, o estado mantém 45% de sua geração vinda de fontes térmicas locais, como biomassa e gás natural.

Veja a entrevista completa: