
A emissão de documentos de identidade em Roraima registrou aumento de 46,5% em 2025, impulsionada pela ampliação do acesso à Carteira de Identidade Nacional (CIN), novo modelo unificado que adota o CPF como número único. O dado é da Polícia Civil de Roraima, por meio do Instituto de Identificação Odílio Cruz (IIOC).
Entre janeiro e dezembro de 2025, foram emitidos 85.298 documentos em todo o estado. Desse total, 67.392 correspondem à Carteira de Identidade Nacional, enquanto 17.906 ainda seguem o modelo estadual. No ano anterior, em 2024, o total de emissões havia sido de 58.236 carteiras, sendo 53.020 no modelo antigo e 5.216 da CIN.
Segundo o diretor do Instituto de Identificação Odílio Cruz, Hênio Stânio de Lima Andrade, os números refletem a consolidação do novo documento e a ampliação das ações voltadas à documentação civil.
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“As pessoas já compreenderam que se trata de um documento oficial nacional, que reúne diversas informações em um único modelo. Sabemos que a demanda ainda é maior que a oferta, mas estamos planejando ampliar os atendimentos em 2026, tanto na capital quanto no interior”, afirmou.
O crescimento está diretamente ligado ao fortalecimento da estrutura de atendimento do Instituto, que atualmente mantém dois postos em Boa Vista e outros 12 no interior do estado, além das ações itinerantes realizadas em municípios e comunidades indígenas.
Um dos destaques foi a atuação em Rorainópolis, onde uma ação integrada com a Defensoria Pública resultou na emissão de mais de 1.100 Carteiras de Identidade Nacional em apenas dez dias. A Polícia Civil também participou de iniciativas conjuntas com o Tribunal de Justiça, Secretaria do Índio, escolas e sindicatos.

Boa Vista lidera o ranking de emissões em 2025, com 39.930 documentos entregues, seguida por Caracaraí (2.829), Rorainópolis (2.826), Bonfim (2.109) e Caroebe (1.837).
Nas comunidades indígenas, os atendimentos também avançaram. A Comunidade Raposa, em Normandia, recebeu 1.186 documentos, seguida pelo Contão, em Uiramutã (499), Canauanim, no Cantá (397), e Raimundão, em Alto Alegre (329).
“Identificamos uma demanda elevada nas áreas indígenas e estruturamos um projeto piloto, que teve boa adesão das comunidades”, destacou o diretor.