Foto: Nilzete Franco/Folha de Boa Vista
Foto: Nilzete Franco/Folha de Boa Vista

Roraima registrou 52 focos de calor entre os dias 1º e 5 de janeiro de 2026, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), consolidados no Boletim de Focos de Calor nº 001/2026, divulgado pela Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Femarh) nessa segunda-feira (5).

O levantamento mostra que o maior número de registros ocorreu no sábado (3), quando foram identificados 43 focos de calor em um único dia, concentrando a maior parte das ocorrências do período analisado. Além disso, do total de focos registrados em 2026, 14 ocorreram em Terras Indígenas, conforme o monitoramento por satélite.

Na distribuição por município, Rorainópolis apresentou o maior número de focos de calor em 2026, com 11 registros, seguido por Caroebe (9), Pacaraima (6) e Normandia (5). Também foram identificados focos em Bonfim, Cantá, São João da Baliza e Caracaraí, com três a quatro registros cada. Boa Vista, Amajari, Iracema, São Luiz e Uiramutã tiveram um foco cada no período.

O boletim traz ainda um comparativo com janeiro de 2025. No ano passado, os registros apresentados indicavam maior concentração em Pacaraima, que liderava com 12 focos, seguida por Normandia (8) e Caracaraí (3), mostrando uma possível mudança no padrão espacial dos focos neste início deste ano, com maior concentração no Sul do Estado.

Gráficos divulgados pela Femarh.

O que é foco de calor

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Foco de calor é um registro feito por satélites que identificam anomalias térmicas na superfície, geralmente associadas a temperaturas elevadas. Esses pontos são detectados quando a temperatura ultrapassa cerca de 47 °C, o que pode indicar a presença de fogo, mas não significa, necessariamente, que haja um incêndio ativo.

Segundo a Femarh, a detecção de focos não indica, necessariamente, irregularidade, já que parte podem estar relacionados a diferentes situações, como queima controlada autorizada, atividades agropecuárias, incêndios florestais, fornos, áreas urbanas ou até reflexos térmicos em determinados tipos de solo. Por isso, cada registro precisa ser analisado pelos órgãos ambientais.

Em Roraima, o monitoramento é feito com base em dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), por meio dos sistemas BDQueimadas e Painel do Fogo, utilizados para acompanhar a distribuição dos focos, avaliar riscos e orientar ações de fiscalização e prevenção.