As altas temperaturas causadas pela a crise climática podem estar relacionadas ao aumento de violência contra mulheres, aponta pesquisa da Organização Nacional das Nações Unidas (ONU). O estudo informa que o aumento de 1º C na temperatura global resulta em um crescimento de 4,7% nos casos de violência entre parceiros íntimos.
Os pesquisadores identificaram que fatores climáticos extremos como (ondas de calor, secas prolongadas e incêndios florestais), insegurança alimentar e econômica, são causas que aumentam a gravidade e recorrência da violência baseada em gênero, principalmente, entre as mulheres que são mais vulneráveis a esse tipo de agressão.
De acordo com o relatório, em um cenário futuro se houver um aquecimento na terra de 2ºC, estima-se que 40 milhões de mulheres e meninas passarão a sofrer esse tipo de violência a cada ano até 2090. Em um outro cenário de 3,5°C, esse número pode dobrar.
Em Roraima, as temperaturas médias costumam passar de 30ºC ao longo do ano, com um clima predominantemente quente e úmido, o alerta da pesquisa ganha maior importância, tendo em vista, que as taxas de crimes mais violentos contra mulheres ocorreram no estado.
Segundo o Atlas da Violência 2025, Roraima foi o estado mais violento para as mulheres em 2023, com uma taxa de 10,4 homicídios por 100 mil habitantes, foram registrados 31 homicídios contra mulheres, sendo 12 delas indígenas e 15 pardas.
O Atlas 2025 mostrou que a tentativa de homicídio contra mulheres, é outro crime que possui alto índice em Roraima que em 2023 teve um crescimento de 80%, ano em que a taxa do estado foi uma das mais altas do Brasil, (de 8,5, enquanto o a média nacional é de 3,4).
O relatório chama atenção para as ameaças crescentes dos direitos humanos e ambientais que tem afetado, principalmente, mulheres e meninas que se encontram em situação de vulnerabilidade onde se incluem, agricultoras familiares e residentes de assentamentos urbanos informais.