
Ela era o destaque da estante, com folhas riscadas como pinceladas de artista. Mas, aos poucos, a maranta-riscada perdeu sua vivacidade, murchando diante dos olhos de quem jurava estar cuidando direitinho. Se você já se frustrou com o desbotamento dessas folhas únicas, saiba: o problema quase sempre está em pequenos erros de luz e rega. E a boa notícia? Com cinco ajustes simples, ela volta a brilhar como nunca.
Maranta-riscada precisa de luz indireta e rega precisa
A maranta-riscada é uma planta de origem tropical, acostumada a crescer sob a sombra parcial das florestas, com umidade constante e filtragem natural da luz solar. Quando a exposição ou a hidratação fogem dessa lógica, os efeitos são rápidos: folhas desbotadas, secas nas bordas ou até enroladas. Identificar e corrigir isso é o primeiro passo para recuperar sua saúde.
Se a sua maranta parece estagnada, observe o local onde ela está. Luz direta do sol, mesmo por poucas horas, pode queimar suas folhas. Por outro lado, ambientes escuros demais impedem a fotossíntese ideal e fazem com que a planta “adormeça”. O ideal é uma luz filtrada, como a que entra por uma cortina clara — nem sombra total, nem sol pleno.
Na rega, o erro mais comum é a oscilação: ora molhar demais, ora deixar secar por completo. A maranta-riscada odeia extremos. O solo deve permanecer levemente úmido, nunca encharcado. E atenção: água da torneira com cloro e excesso de sais pode causar manchas nas folhas. Prefira água filtrada ou descansada por 24 horas.
1. Mude a planta de lugar e observe a reação
Se a maranta está próxima de janelas com sol direto, troque por um local de luz difusa. Um bom teste é colocar a mão entre a planta e a luz: se sua mão projeta sombra definida, está forte demais. Se não houver sombra alguma, está escuro. O ponto ideal projeta uma sombra suave.
Depois da mudança, observe por 7 a 10 dias. Folhas novas nascendo com vigor e coloração forte indicam acerto. Se surgirem folhas pálidas ou com as bordas marrons, ainda há desequilíbrio.
2. Crie um padrão de rega regular
Regar demais é tão prejudicial quanto esquecer de regar. A dica prática é enfiar o dedo no solo: se a camada superior (2 a 3 cm) estiver seca, é hora de regar. Se ainda estiver úmida, espere mais um dia. Regue até a água escorrer pelos furos do vaso, mas descarte o excesso do pratinho em até 15 minutos.
Manter um padrão — por exemplo, a cada 3 dias no verão e a cada 5 ou 6 dias no inverno — ajuda a planta a criar um ritmo de absorção e respiração saudável.
3. Pulverize água nas folhas nos dias mais secos
Por ser uma planta tropical, a maranta-riscada adora umidade. Em ambientes com ar-condicionado ou dias muito secos, as pontas das folhas podem ficar queimadas. Borrifar água filtrada nas folhas pela manhã, 2 ou 3 vezes por semana, devolve a umidade que o ar retirou.
Outra opção eficiente é colocar o vaso sobre um prato com pedrinhas e água — sem que o fundo do vaso toque diretamente a água. Isso cria um microclima úmido ao redor da planta.
4. Use vasos com boa drenagem
Se a água não escorre corretamente após a rega, as raízes da maranta podem apodrecer. Certifique-se de que o vaso tenha furos suficientes e que o fundo tenha uma camada de drenagem (brita, argila expandida ou cacos de cerâmica).
Um substrato leve e aerado, feito com terra vegetal, húmus e um pouco de areia grossa, também ajuda no escoamento da água e evita compactações que sufocam as raízes.
5. Faça podas de folhas danificadas
Folhas queimadas, secas ou muito amareladas devem ser retiradas com tesoura limpa e afiada, cortando rente à base. Isso evita que a planta gaste energia tentando manter partes já comprometidas e estimula o surgimento de brotações saudáveis.
Você também pode aproveitar para limpar o pó das folhas com pano úmido, facilitando a respiração e o aproveitamento da luz disponível.
Outros cuidados que ajudam a reviver sua maranta
Além da luz e da rega, outros fatores interferem no vigor da maranta-riscada. Corrigir esses detalhes pode acelerar ainda mais sua recuperação:
Cuidado com o vento e o frio excessivo
Correntes de ar direto, ventiladores ou janelas abertas em dias frios desidratam as folhas. Evite locais com variações bruscas de temperatura.
Adube com moderação
Durante a primavera e o verão, aplique fertilizante líquido rico em nitrogênio a cada 15 dias. No inverno, suspenda as adubações. Excesso de nutrientes pode causar deformações nas folhas.
Evite trocas de vaso frequentes
A maranta-riscada não lida bem com mudanças constantes. Só troque de vaso se as raízes estiverem saindo pelos furos inferiores ou se a drenagem estiver comprometida. E sempre aguarde o fim do inverno para replantar.
Ver sua maranta reviver é uma recompensa natural
Cuidar de uma maranta-riscada é como aprender uma nova linguagem — exige sensibilidade, paciência e sintonia com o ambiente. Quando você acerta o ritmo da luz, da água e da atenção, a planta responde com folhas vibrantes, como se estivesse dizendo “obrigado”. E ver esse retorno, silencioso e constante, é um lembrete de que pequenos ajustes fazem toda a diferença.