O abalo sísmico foi identificado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Foto: reprodução/app
O abalo sísmico foi identificado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP). Foto: reprodução/app

O maior tremor de terra registrado no Brasil em 2025 ocorreu no município de Rorainópolis, no sul de Roraima, com magnitude 4,5, segundo dados da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR). O abalo sísmico foi detectado e registrado pelo Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP) no dia 29 de junho, por volta das 17h23 (horário local), liderando a lista dos cinco maiores sismos ocorridos no país ao longo do ano.

De acordo com o Centro, o epicentro do tremor foi localizado na latitude 1,09°S e longitude 58,55°W, com profundidade estimada em 0 km, caracterizando um tremor superficial. Além de São João da Baliza, moradores de Vila Nova Colina, Vila Equador e do município vizinho de Rorainópolis também relataram ter sentido o impacto.

O levantamento faz parte do monitoramento contínuo realizado pela RSBR, que conta com quase 100 estações sismográficas distribuídas por todo o território nacional, responsáveis por identificar e analisar a atividade sísmica no Brasil em tempo real.

Além do evento registrado em Roraima, outros quatro tremores completam a lista em 2025:

Magnitude 4,4 – Poconé (MT), em 1º de março

Magnitude 4,3 – Parauapebas (PA), em 3 de abril

Magnitude 4,2 – Parauapebas (PA), em 9 de julho

Magnitude 4,0 – Parauapebas (PA), em 10 de julho

A relação considera apenas os tremores classificados como “tipicamente brasileiros”, conhecidos tecnicamente como sismos intraplacas. Esses abalos ocorrem no interior das placas tectônicas, longe das bordas, e geralmente são provocados pela liberação de tensões acumuladas em falhas geológicas antigas.

Embora em 2025 tenham sido registrados tremores de maior magnitude na região Norte do país, próximos à fronteira com o Peru, esses eventos não entram no ranking. Eles são considerados “andinos”, pois estão associados à subducção da Placa de Nazca sob a Placa Sul-Americana, um fenômeno comum na Cordilheira dos Andes e diferente do padrão sísmico observado no território brasileiro.

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