Sem tempo para me preparar para o papo de hoje, fui até à prateleira e retirei um livro. Quando o abri encontrei a cópia de uma matéria que escrevi aqui, na Folha. Era uma matéria antiga pra dedéu. E pra não ficar caminhando pelo passado, resolvi guardá-la sem a ler. Coloquei-a de volta ao livro, e continuei desfolhando-o revendo velhas fotos de um mundo que conheço, amo e sinto saudade dele. La na frente não pude deixar de ficar parado com a mente invadida pela saudade forte e vencedora. Dei-me de frente com uma foto lindíssima do MASP, em São Paulo. Sempre fui apaixonado por aquele prédio, até mesmo pela sua arquitetura. Fechei o livro e continuei dando a caminhada mental pela Avenida Paulista. Revivendo os momentos felizes que vivi caminhando pelas avenidas paulistanas que me fizeram feliz na minha adolescência, e das visitas encantadoras que fiz ao MASP. Velhos tempos que não saem da memória, nem deveriam sair, foram vividos com amor e respeito.

A foto do Museu me fez lembrar de velhos tempos e resolvi ler um pouco da matéria encontrada dentro do livro. O título da matéria é: “Será que Fui”? E tenho certeza de que já falei sobre o assunto da matéria, mais recentemente. Mas tudo bem, o que importa é que a matéria fala sobre o caso do Padre Suassuna, na missa, na igreja de Macaíba, no Rio Grande do Norte, lá pelos idos da década dos cinquentas do século passado. Eu estava presente naquela missa-de-ramos, quando o padre se virou para os membros à espera, e falou rígido: “Com pandeiro ou sem pandeiro, hoje eu não dou cinzas. Todo mundo pra casa”. Como uma criança considerada comunista, só porque não gostava de rezar, soltei um rizada que acho que assustou o padre. Mas o melhor é que minha mãe me deu um cocorote bem no meio da cabeça que ainda dói, hoje, quando me lembro dele.

Puxa, você nem imagina como as lembranças que essa matéria antiga, aqui na FOLHA, me fez feliz para viver um dia realmente feliz. Mantenha sempre em suas lembranças, momentos felizes que você viveu, não importa nem interessa quantos anos já se passaram. O importante é que o Museu da Memória é o mais importante para nos dar a importância que realmente temos. Nunca esqueça os momentos felizes passados em sua vida, durante sua caminhada na busca da felicidade. E procure sempre ver o que você realmente merece para ser o que você realmente quer ser. Ame a vida e viva-a como ela deve ser vivida: com amor, fraternidade, respeito e honestidade. O Universo é nosso e está à nossa disposição. Pense nisso.

[email protected]

99121-1460