Não estou na intenção do Ferdinand, só quero esclarecer. Ultimamente tenho falado muito de acontecimentos comigo, fora de Roraima, nos últimos anos. Muita gente tem achado que estou mentindo, já que moro em Roraima há cinquenta anos. Acontece que cheguei a Boa Vista em 1981, com meu filho, Alexandre, que foi atacado por uma doença letal, chamada de ELA, (Esclerose Lateral Amiotrófica). E como falta espaço suficiente para esclarecimentos detalhados, serei breve. E por isso, já morando em São Paulo, e a doença foi diagnosticada, no Rio de Janeiro, Alexandre voltou para São Paulo e foi aí que tive que ir cuidar dele, acompanhando-o no tratamento. Um detalhe muito interessante, construtivo. Noutro dia falarei de tudo. Mas o importante foi que de acordo com a declaração dos médicos, Alexandre só sobreviveria até o ano de 2001. E foi aí que tivemos que alugar aquele apartamento, próximo à Praça da Sé. E como só estou esclarecendo, não vamos entrar em detalhes, mesmo porque não consigo me lembrar de certos números e nomes. Logo não irei me lembrar do número do prédio.
Moramos por todos aqueles anos, o Alexandre e eu, até 2004, quando pude voltar para a família, em Boa Vista. E foi nesses anos que fiquei com o Alexandre, que vivi os momentos comentados por mim, aqui na matéria. O prédio onde moramos fica na Rua Conde de Sarzedas, vizinho ao Museu de Artes, do Palácio da Justiça, na Sé. É um edifício de doze andares, e nós morávamos no oitavo andar. Foram, mais ou menos, cinco anos de muita aventura e acontecimentos inesquecíveis. Foram muitas experiencias que nos enriqueceram nas observações, até mesmo quando já tínhamos vivido várias décadas naqueles ambientes. Que foi onde meus filhos nasceram e se criaram. Portanto, sempre que eu lhe falar de certos acontecimentos vividos ali, enquanto morávamos em Boa Vista, não esquente a cabeça. Mesmo porque, vez por outra estamos por lá, revivendo momentos de felicidade do passado. Mesmo porque toda minha família é em São Paulo, e toda a família da Salete é no Rio de Janeiro.
Fica claro que não há confusão quando falamos de momentos aparentemente estranhos, em razão de nossa distância das duas cidades que adoramos, que são, São Paulo e Rio de Janeiro. Tudo bem, desculpem-me pelo papo aparentemente enfadonho. Mas eu estava sentindo necessidade de esclarecer o que estava causando dúvidas. Já estamos terminando mais um ano de labutas e dramas que não deveriam nos aborrecer. Pense nisso.
99121-1460
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