E você, como se considera? Cada um está na sua. Eu sou eu, você é você e ele é ele, e todos são o que são. Vamos respeitar as diferenças sendo todos iguais. Você já deve ter assistido a um filme onde o caipira está dormindo numa rede. De repente a mulher chega e fala enjoada:

– Acorda, Zé! Acorda home, acorda!

A insistência da mulher conseguiu acordar o caipira que falou irritado:

– Ô mulé chata: a corda tá lá inriba do poço. Pegue lá!

Cada um em sua posição que é onde vive a sua vida, a seu modo. E embora estejamos todos em evolução, esta deve estar no nível de cada um. O importante mesmo é que nos sintamos bem a nosso modo, desde que não prejudiquemos os outros. Há tanta coisa que ouvimos, ainda hoje com nosso desenvolvimento, e que nos faz rir com a simplicidade. Então vamos viver a vida na caminhada da vida. Nada de ficar o tempo todo reclamando ou criticando. Para que ficar correndo atrás das borboletas, quando deveríamos cuidar mais do jardim?

Ontem me senti muito feliz numa caminhada curta, mas necessária, pelas ruas da cidade. Há tanta coisa bonita para vermos no crescimento da cidade e que nem lhes damos importância. E nem estamos percebendo o quanto estamos perdendo com o descaso ao que deveríamos fazer para auxiliar no desenvolvimento. E basta que sejamos atentos e nos beneficie com a qualidade do que temos à nossa volta e não desfrutamos por não nos reconhecermos no que somos. E os observadores otimistas estão sempre, nas observações positivas, enriquecendo a alma, com o prazer. Mas não basta observar o enriquecimento. O carente de cuidados pode nos mostrar o que devemos e podemos fazer para melhorar. E nessas analises devemos estar conscientes de que temos todo o poder de que necessitamos para colaborar com o crescimento.

Mas nem tudo é tão fácil assim. E o início de tudo está na Educação. E esta não está somente nas escolas. Não nos esqueçamos de que nossos filhos devem ir para as escolas, educados para facilitar ao professor a tarefa de educar. Primeiro devemos levar em consideração que a educação de base começa no lar, com a educação familiar. Ainda temos dificuldade em entender isso. E por isso, às vezes encontramos, nas escolas, dificuldades para educar, quando não fomos educados no lar. Eu tenho um zilhão de exemplos de falhas nas comunicações entre educadores e educandos. O que não se permite mais na evolução racional em que vivemos. O caipira de hoje deve ser considerado com respeito e admiração. Pense nisso.

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